O relatório divulgado na última quarta-feira (15) pelo Departamento de Segurança Pública australiano (ATSB) afirma que, cerca de duas horas depois da decolagem, os passageiros e funcionários ouviram uma explosão alta dentro do avião. A vítima, que preferiu não ser identificada, estava dormindo e acordou assustada com a situação. “Quando eu me virei para ver o que tinha acontecido, senti uma queimadura no meu rosto”, disse a moça. Como dá para conferir na foto abaixo, não foi uma queimadura qualquer.
Além do ferimento direto no rosto, próximo de onde os fones estavam encaixados, a passageira também acabou sofrendo queimaduras no pescoço e nas mãos quando foi remover o acessório, que estava quase inteiramente em chamas. Para lidar com o fogo, os comissários de bordo jogaram um balde de água sobre o dispositivo. De acordo com as informações do ATSB, foi possível ver que as baterias do fone estavam derretidas e grudadas no chão, indicando o motivo do incidente.
Segundo o The Verge, talvez a bateria de íon-lítio tenha passado por um problema de “fuga térmica”. Isso significaria que, por conta de alguma falha da própria peça ou de fatores externos – como pressão e temperatura dentro da aeronave –, a bateria começaria a superaquecer, causando reações químicas inesperadas no interior do hardware. Essas interações geram mais calor, o calor gera mais reações e, no fim, a situação escala para um patamar insustentável, causando a explosão.
Infelizmente, não foram divulgadas informações como a marca e o modelo do fone de ouvido ou mesmo um parecer final sobre o motivo que levou o acessório a explodir e se incendiar. Por isso, fica difícil se precaver na hora de escutar músicas, jogar algo ou ver um filme no celular durante o voo. A dica mais segura até que tudo esteja resolvido talvez seja a de deixar os fones na mala. Essa medida, no entanto, deve deixar viagens longas ainda mais cansativas.

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