segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Cibercriminosos usam GitHub para controlar ataques e burlar Windows Defender

 Uma investigação conduzida pelo Adversary Pursuit Group (APG), divisão de inteligência da empresa de segurança Blackpoint Cyber, revelou uma nova cadeia de ataques cibernéticos que utiliza um framework de carregamento de código batizado de “HollowFrame”. A ameaça emprega arquivos modificados para ocultar a execução de rotinas maliciosas e utiliza repositórios na nuvem para comandar os equipamentos infectados de forma discreta.




A intrusão, documentada em um relatório publicado em 30 de julho pelos pesquisadores Nevan Beal e Sam Decker, teve como alvo inicial estações de trabalho em um escritório de advocacia. O ataque destacou-se pela fragmentação das etapas operacionais, o que dificulta a identificação por ferramentas tradicionais de monitoramento ao espalhar as ações entre diferentes arquivos de sistema e serviços corporativos.

Do phishing à neutralização de defesas

O vetor inicial consistiu no envio de e-mails de engenharia social direcionados a funcionários específicos. A mensagem continha um link malicioso que redirecionava o alvo para uma página de download hospedada na plataforma Mega, disponibilizando um arquivo compactado protegido por senha.

Dentro do pacote estava um atalho do Windows disfarçado de documento. Ao ser executado, o elemento acionava comandos em ferramentas nativas e legítimas do sistema operacional para decodificar e descarregar sequências de instruções ocultas diretamente na memória RAM.

Antes mesmo de qualquer arquivo malicioso principal ser transferido para a máquina, os invasores executavam um comando crítico para garantir o sucesso da operação. O script elevava os privilégios do processo e inseria exclusões manuais nas configurações do Microsoft Defender, ordenando que o antivírus ignorasse tanto a pasta temporária de trabalho quanto o processo do interpretador de comandos utilizado pelos criminosos.


“Os atores efetivamente prepararam uma via de execução de aparência confiável antes de introduzir o carregador”, destacaram os pesquisadores, em análise técnica divulgada pela Blackpoint Cyber.

O interpretador Python adulterado

Com a varredura de segurança neutralizada, o script descarregava um arquivo compactado estruturado para se parecer com uma distribuição oficial do Python. No entanto, o pacote continha uma alteração estrutural: a biblioteca padrão do interpretador havia sido substituída por um componente desenvolvido externamente que servia apenas para satisfazer as exigências de importação do processo legítimo e transferir o controle para o código malicioso, conhecido como HollowFrame.


O HollowFrame atua como um carregador modular versátil. Ele é capaz de executar cargas secundárias utilizando técnicas avançadas em memória, o que permite que a mesma ameaça altere assinaturas e comportamentos dependendo do equipamento infectado.

O malware também realiza checagens preliminares para verificar se está sendo executado em um ambiente monitorado de análise. São avaliadas métricas como o tempo de atividade do sistema e a movimentação de periféricos.


Para manter o acesso prolongado à rede comprometida, o HollowFrame implantava uma segunda camada de ferramentas baseadas em Rust, rastreadas sob a família Matryoshka. Os pesquisadores identificaram duas variantes distintas com funções complementares: uma focada em conexões diretas via HTTP herdando a reputação de processos legítimos do sistema; e outra que utilizava diretamente a infraestrutura da API do GitHub para ler comandos, publicar relatórios de estado e transferir arquivos de reconhecimento da rede interna.

“A campanha demonstrou um esforço deliberado para mover a execução maliciosa através de componentes cada vez mais confiáveis, obscurecendo a relação entre a ação inicial do usuário e a capacidade final de acesso remoto”, escreveram os especialistas.


Recomendações de defesa

A Blackpoint Cyber alertou que abordagens tradicionais baseadas em alertas isolados falham contra campanhas desse nível, uma vez que nenhum componente individual revela a infecção por si só.

Para mitigar riscos, os especialistas da empresa recomendam monitorar tráfego atípico direcionado a APIs de desenvolvimento originado de processos que não sejam navegadores web, auditar diretórios de bibliotecas dinâmicas e manter rigor sobre exclusões aplicadas em soluções de endpoint.


Até o momento do relatório, plataformas como o GitHub e o Mega não emitiram posicionamentos formais específicos sobre o uso abusivo de suas infraestruturas nesta campanha.


quinta-feira, 30 de julho de 2026

Pokémon Red, Blue e Yellow ganham versão 3D feita por fãs! Veja como funciona

 Os primeiros jogos da franquia Pokémon continuam inspirando projetos da comunidade quase 30 anos depois de seu lançamento. Desta vez, Pokémon Red, Blue e Yellow receberam uma impressionante transformação visual criada por fãs, que recria os clássicos do Game Boy em um cenário tridimensional com estilo voxel, sem alterar a essência da aventura original.




O resultado chamou a atenção nas redes sociais por transformar cidades, rotas e até as batalhas em pequenos dioramas 3D, lembrando uma mistura entre o visual HD-2D e jogos com blocos. Apesar da aparência moderna, o projeto não é um remake oficial da Nintendo ou da Game Freak, mas sim um mod desenvolvido pela comunidade.

Batizado de Dramatic Shape Voxel Mod, o complemento funciona em conjunto com o Gen1Recomp, um projeto que recria nativamente Pokémon Red, Blue e Yellow em um novo software, adicionando recursos modernos e suporte para modificações. Confira os detalhes sobre a versão modificada para Android e Windows não oficial.


Mod transforma Pokémon Red, Blue e Yellow em um diorama 3D

O grande destaque do Dramatic Shape Voxel Mod é sua proposta de reinterpretar o mapa inteiro dos jogos como um diorama tridimensional. Em vez de apenas aumentar a resolução dos sprites, o mod ergue cenários, construções, árvores e montanhas em um ambiente cheio de profundidade, preservando a estética clássica da primeira geração.

Além do novo visual, o projeto adiciona sombras dinâmicas, iluminação ambiente, suporte para diferentes ângulos de câmera, widescreen e taxa de atualização de até 60 quadros por segundo. Também é possível alternar entre gráficos coloridos e um filtro que recria a clássica tela esverdeada do Game Boy.

As batalhas também recebem uma mudança importante. Em vez de acontecerem em um fundo vazio, como nos jogos originais, os confrontos passam a ocorrer diretamente no mapa, com uma câmera posicionada atrás dos Pokémon, em um estilo semelhante ao adotado pelos títulos mais recentes da franquia.


Projeto não usa emulador e exige a ROM original

Embora muita gente associe o projeto à emulação, essa não é exatamente sua proposta. Segundo os desenvolvedores, o Gen1Recomp não é um emulador tradicional nem distribui arquivos dos jogos.

Na prática, o programa utiliza uma ROM original de Pokémon Red, Blue ou Yellow como fonte para reconstruir os dados em seu próprio software. Após a importação, o arquivo é apenas verificado e processado, sem permanecer armazenado pelo aplicativo, segundo a documentação do projeto.


Os criadores também deixam claro que o mod continua em desenvolvimento. Algumas texturas ainda apresentam pequenas falhas visuais, certos sprites podem exibir cores incorretas e novos recursos continuam sendo adicionados em atualizações frequentes.

Como experimentar o projeto? É pirataria?

Quem tiver interesse em testar a novidade precisará utilizar o Gen1Recomp, software que serve de base para o mod, além de instalar o Dramatic Shape Voxel Mod. Segundo os desenvolvedores, o processo exige que o usuário importe uma ROM compatível de Pokémon Red, Blue ou Yellow, que é utilizada apenas para reconstruir os dados do jogo no programa.


Após a instalação do mod, é possível habilitar as opções de voxel e ajustar configurações gráficas para obter o visual tridimensional mostrado nos vídeos divulgados pelos criadores. Como o projeto ainda está em desenvolvimento, os responsáveis recomendam utilizar sempre as versões mais recentes do Gen1Recomp e do mod, que recebem atualizações frequentes com correções e melhorias visuais.

O processo de uso do mod, seja no celular ou PC, acaba ficando na linha cinza envolvendo o uso de propriedades intelectuais da Nintendo. De acordo com a Lei de Software do Brasil, o usuário pode manter uma cópia digital do jogo original, desde que faça a extração dos dados e não a distribua.


Por outro lado, baixar e distribuir ROMs é uma prática condenada pela Nintendo. “ Se você vir jogos oferecidos para download usando redes ponto a ponto ou clicando em links para arquivos hospedados em plataformas de terceiros, o conteúdo que você está acessando é uma cópia não autorizada (ou seja, uma cópia pirata)”, diz o site oficial da companhia. “O upload e o download de cópias piratas de jogos da Nintendo são ilegais”, ressalta a Big N.


terça-feira, 28 de julho de 2026

ChatGPT não aceita mais pedidos para copiar estilo de escritores

 A plataforma de inteligência artificial (IA) ChatGPT fez uma alteração discreta no modo de geração de textos. Nas últimas semanas, ela deixou de atender pedidos de usuários que pedem a escrita de textos literários que copiem diretamente o estilo de pessoas de renome na área.



O site Arstechnica fez testes solicitando introduções no estilo de determinados escritores e escritoras e detectou a mudança.  O chatbot agora até entrega o texto solicitado, como uma introdução de um conto, mas não segue na íntegra um prompt que pede a cópia ou emulação de pessoas do setor literário.

Semanas atrás, o grupo No Latency publicou um relatório que também traz uma conclusão parecida: o ChatGPT só colaborou com o grupo de forma integral na elaboração de textos de autores já falecidos, enquanto figuras ainda vivas recebem a resposta alternativa.

Por que o ChatGPT fez isso?

A OpenAI não se manifestou oficialmente sobre a mudança e nem é possível saber exatamente quando essa alteração foi realizada, mas é possível que o chatbot tenha sido reprogramado para evitar consequências jurídicas para a plataforma.

Copiar o estilo de escritores de forma integral muito possivelmente significa que o modelo de linguagem foi treinado com base em obras inteiras dessas pessoas — algo que é feito normalmente sem autorização e qualquer compensação financeira aos envolvidos.


Fora algumas rivais, a própria OpenAI já responde ações judiciais de autores e editoras que reclamam desse uso de trabalhos, que podem até ser usados para a criação de trabalhos falsos ou que, por simular um estilo, podem ser considerados uso comercial de um material. Situação parecida é vivivda também por serviços de IA generativa de áudio e vídeo, como o caso do Suno e artistas da área da música.


segunda-feira, 20 de julho de 2026

Compra da Warner pela Paramount vai ser paralisada por duas semanas

 Apesar de já ter sido aprovada por vários órgãos regulatórios internacionais, a compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance vai ser paralisada por pelo menos duas semanas. Isso é resultado do fato de um juiz federal dos Estados Unidos ter atendido a um pedido de liminar iniciado por uma coligação de doze estados do país.



Liderada pela Califórnia, ela busca por mais tempo para que possam avançar processos antitruste que desejam acabar de vez com o negócio avaliado em US$ 111 bilhões. Os estados argumentam que a compra vai acabar com a competitividade de mercados, aumentar preços e prejudicar profissionais que atuam no mundo do entretenimento.

Com a decisão, a coligação ganha mais tempo para que diferentes tribunais possam ter tempo de analisar os detalhes do processo. Seus membros acreditam que, mesmo que a aquisição seja desfeita no futuro, a mera possibilidade de a Paramount e a Warner se fundirem vai gerar “danos irreparáveis”.


Antes da liminar cedida pelo juiz distrital Araceli Martínez-Olguín, os estados pediram que as empresas paralisassem voluntariamente o negócio;

No entanto, diante da recusa de ambas, foi preciso que a coligação recorresse aos meios legais;

Conforme aponta a Associated Press, isso abre o caminho para uma nova liminar que possa bloquear o acordo em caráter permanente;

“Essa é uma primeira vitória crucial em nosso caso para garantir que essa megafusão nunca veja a luz do dia”, afirmou o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta;

“A história nos mostra bem o que acontece quando poucas pessoas têm mais poder sobre mercados que são centrais às vidas dos Americanos: menos oportunidades para mais pessoas, produtos e serviços piores para todos”, continuou.

A compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance tem o potencial de criar um gigante do entretenimento que vai ter grande participação no cinema, televisão e no mundo jornalístico. As empresas argumentam que o negócio não abala os mercados, que atualmente seriam dominados por plataformas de streaming como Netflix, Prime Video e Apple TV.

Warner e Paramount não vão desistir do negócio

Em um comunicado, a Paramount afirmou que a companhia está “grata pela ação rápida dos tribunais”. Segundo ela, a decisão mantém o status quo enquanto as cortes consideram se a aquisição viola leis antitruste. Um porta-voz da empresa afirma que ela está confiante de que esse não é o caso e que sua compra da Warner Bros. poderá prosseguir com tranquilidade.

“Essa fusão é legal, favorável à competição e vai beneficiar consumidores, criadores, trabalhadores e a indústria do entretenimento. Vamos continuar a defender vigorosamente a transação e estamos ansiosos para a audiências sobre o mérito da ação dos Procuradores-Gerais estaduais”, afirmou a corporação.

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Vírus imita programa da NVIDIA para invadir e roubar PCs

 Pesquisadores de cibersegurança da empresa Blackpoint Cyber descobriram uma nova ameaça digital batizada de LabubaRAT. Esse é um vírus que se disfarça de uma ferramenta da fabricante de placas de vídeo NVIDIA para invadir sistemas corporativos, assumir o controle remoto das máquinas e roubar dados.



Como o nome já indica, o Labuba é um RAT, ou seja, um Cavalo de Troia de Acesso Remoto. Esse é um tipo de malware comum no mundo do cibercrime e conta com características muito perigosas. Softwares como esse permitem que um invasor opere o computador da vítima à distância, com acesso completo aos arquivos e processos do sistema.

O que chama a atenção é como o malware é distribuído por um executável que usa o nome da Nvidia, chamado “nvidia-sysruntime.exe”. Apesar disso, a Nvidia não possui nenhuma relação direta com esse golpe e seus softwares estão livres de vírus. Os atacantes apenas utilizaram o nome da empresa.


O relatório da Blackpoint não detalha exatamente como o LabubaRAT é distribuído na internet, somente o seu método de execução e comportamento. Esse nome foi atribuído ao malware por conta da interface de comando utilizada pelos hackers, que exibia o título "LabubaPanel" e a imagem do brinquedo chamado Labubu.

Uma vez instalado na máquina, o LabubaRAT pode capturar a tela do usuário, copiar documentos confidenciais, baixar arquivos da rede e carregar novas ferramentas maliciosas para dentro da máquina. Com as devidas permissões, esse RAT pode até controlar partes do sistema da vítima.


Dissecando o LabubaRAT

Por fora, o LabubaRAT se esconde como uma aplicação da NVIDIA, diretamente relacionada ao Nvidia Container Runtime Monitor. Por dentro, o programa é construído em Rust, uma linguagem de programação moderna que gera códigos complexos e rápidos. Essa é uma linguagem presente em diversos malwares recentes.

O documento da Blackpoint Cyber cita que diferente de outros vírus, ele recebe suas instruções no momento em que é ativado, via comandos de texto. Isso é feito por meio de um script empacotado em um bloco de texto codificado. Dessa forma, o mesmo arquivo pode ser usado em campanhas totalmente diferentes, enganando as defesas do sistema.


Após a ativação, o vírus cria um pequeno banco de dados oculto no disco para guardar suas configurações. Antes de agir, ele vasculha o computador em busca de um recurso chamado “estado do controle de usuário” (UAC) e identifica quais navegadores e ferramentas de segurança estão instalados, como softwares da Kaspersky, CrowdStrike, etc.

O RAT começa a estabelecer três canais de comunicação com os hackers. Ele usa tráfego padrão de sites, por meio do protocolo HTTPS, e um canal escondido por meio de processos de navegadores (WebView2). Caso a segurança do sistema bloqueie esses dois, há um terceiro canal feito por meio de requisições falsas de internet.


Quando finalmente o atacante resolve rodar seus comandos maliciosos, o LabubaRAT cria pequenos scripts temporários, escritos em JavaScript, e os executa de forma silenciosa. Para se manter no sistema após o PC ser desligado, ele se infiltra no registro de inicialização do Windows do próprio usuário.

Como as empresas podem se proteger?

A Blackpoint indica que a a utilização de sistemas de detecção e resposta pode ser usada para interceptar programas que afirmam ser empresas, como a Nvidia, mas não possuem certificado digital atrelado. Monitorar e alertar execuções de arquivos desconhecidos também é um passo importante.


Como a empresa não cita a distribuição do LabubaRAT e ele se disfarça de app da Nvidia, é fácil assumir que ele está disponível para download em fóruns e anúncios falsos. Para o usuário comum, é importante baixar arquivos somente no site oficial das fabricantes.


domingo, 12 de julho de 2026

Diários de uma Apotecária: Tudo sobre um dos melhores animes do momento

 Poucos animes recentes conseguiram misturar mistério, drama de corte, investigação médica e uma protagonista tão carismática quanto Diários de uma Apotecária. A obra, originalmente chamada Kusuriya no Hitorigoto, virou um daqueles títulos que crescem no boca a boca justamente por fugir do óbvio.



Em vez de apostar apenas em batalhas grandiosas ou mundos de fantasia tradicionais, a série conquista pela inteligência. No centro de tudo está Maomao, uma jovem apotecária de personalidade afiada, olhar clínico e curiosidade quase perigosa, que transforma venenos, doenças e intrigas palacianas em peças de um grande quebra-cabeça.

Sua vida muda quando ela é sequestrada e vendida como serva para o Palácio Imperial, onde decide passar despercebida até cumprir seu período de trabalho forçado.


Só que discrição não combina muito com alguém tão inteligente. Ao perceber que os filhos do imperador estão adoecendo de forma misteriosa, Maomao usa seus conhecimentos de farmacologia para investigar a causa do problema. 

A solução do caso chama a atenção de Jinshi, figura influente na administração do palácio interno, e a partir daí ela passa a ser envolvida em uma série de mistérios da corte.


A premissa pode parecer simples, mas é justamente aí que está o charme. Cada episódio funciona como uma investigação em miniatura, conectando sintomas, costumes, disputas políticas e segredos pessoais. 

Maomao é o grande veneno e remédio da série

Maomao é, sem exagero, o coração de Diários de uma Apotecária. Ela não é a protagonista mais expansiva, nem alguém movida por heroísmo clássico. Seu brilho vem da observação. Enquanto outros personagens se perdem em aparências, hierarquias e jogos de poder, ela enxerga detalhes que quase ninguém nota.

A personagem também foge do molde da heroína idealizada. Maomao é sarcástica, prática, desconfiada e tem uma relação curiosamente fascinada com venenos. Essa combinação rende momentos de humor seco, tensão e humanidade, especialmente quando ela precisa equilibrar sua vontade de permanecer invisível com a necessidade de agir diante de injustiças e perigos reais.


Não por acaso, Maomao se tornou um dos nomes mais comentados da temporada e foi reconhecida no Crunchyroll Anime Awards 2026 como Melhor Personagem Principal. A vitória reforça o quanto a força da obra passa diretamente por sua protagonista.

Jinshi, o palácio e as intrigas da corte

Outro nome essencial na trama é Jinshi, o belo e influente administrador do palácio interno. Ele percebe rapidamente que Maomao não é uma serva comum e passa a convocá-la para resolver casos delicados. A dinâmica entre os dois é um dos motores da série, misturando tensão, humor e um jogo constante de aproximação e resistência.


Ao redor deles, o anime constrói um ambiente cheio de concubinas, servas, oficiais, médicos, cortesãs e figuras políticas. Personagens como Gyokuyō, Lihua, Lishu, Gaoshun e Luomen ajudam a ampliar o universo da história, mostrando que o palácio é muito mais do que um cenário bonito. Ele é um organismo vivo, cheio de regras, fofocas, disputas e consequências.

Essa riqueza de relações também explica por que tantos fãs querem entender o futuro de Diários de uma Apotecária após a segunda temporada, já que a obra deixa claro que ainda há muitos segredos para serem revelados.

De light novel a fenômeno dos animes

Antes de chegar à televisão, Diários de uma Apotecária nasceu como uma série de light novels escrita por Natsu Hyūga. A história começou a ser publicada online em 2011 e depois ganhou versões impressas. O sucesso também rendeu adaptações em mangá, incluindo uma versão publicada no Brasil pela Panini e o primeiro volume da light novel publicada pela editora Alt, será oficialmente lançada, agora no final de julho.

O anime é produzido pelos estúdios Toho Animation Studio e OLM, com direção associada a Norihiro Naganuma e Akinori Fudesaka. 


A primeira temporada estreou em outubro de 2023 e rapidamente chamou atenção pela mistura de mistério, drama, romance sutil e ambientação inspirada em uma corte imperial fictícia. No Brasil, a série está disponível pela Crunchyroll, com episódios legendados e dublagem em português brasileiro em parte da obra.


sábado, 4 de julho de 2026

Kingston oferece curso gratuito de hardware com 10 mil bolsas

 


A Kingston anunciou o "Kingston Maker", um projeto educacional voltado para iniciantes em informática. O curso oferece 17 horas de conteúdo distribuído em três módulos, incluindo material técnico sobre componentes de um computador e prática com montagem completa de um PC.

A iniciativa "Kingston Maker" busca democratizar a tecnologia, segundo a fabricante. O projeto foi desenvolvido em colaboração com a varejista Terabyte e a CNB Academy, oferecendo 10 mil bolsas ao todo. As aulas serão totalmente online, hospedadas na plataforma da CNB e ministradas pelo professor Paulo Mauricio Rufino.

Segundo a fabricante, o projeto nasceu a partir da percepção de que o usuário desenvolve um vínculo com o computador, mas não compreende os fatores que determinam seu desempenho ou vida útil, como características dos dispositivos de armazenamento e memórias.

"Democratizar a tecnologia é multiplicar o conhecimento. Sabemos que o hardware pode parecer um universo complexo e distante, por isso focamos na formação dos 'Smart Friends'", afirmou o gerente de Trade Marketing e Parcerias da Kingston Brasil, Marcelo Setubal.

Inscrições acontecem gradativamente

A empresa visa alcançar diversas regiões do Brasil. As bolsas serão distribuídas gradativamente ao longo do ano e contemplarão os 26 estados do país e o Distrito Federal. Confira as datas de inscrições para cada região:

  • Sudeste: 6 de julho – 1.359 vagas;
  • Norte: 3 de agosto – 3.157 vagas;
  • Nordeste: 1° de setembro – 3.642 vagas;
  • Centro-Oeste e Distrito Federal: 5 de outubro – 1.260 vagas;
  • Sul: 3 de novembro – 582 vagas.

Faça a inscrição e confira mais detalhes sobre o Kingston Maker no site oficial do projeto.

terça-feira, 30 de junho de 2026

Quando Supergirl chega ao streaming?

 Lançado no dia 25 de junho nos cinemas, o novo filme da Supergirl dá continuidade ao novo Universo DC com uma aventura que acompanha uma heroína imatura, mas que é forçada a crescer rapidamente. Ele chegou com a dura missão de repetir o sucesso do Superman dirigido por James Gunn, embora as primeiras críticas não tenham apontando favoravelmente a essa possibilidade.



Assim, é natural que muitas pessoas estejam com um pé atrás para assistir ao filme nos cinemas — ou, por questão de conveniência, prefiram acompanhá-lo no conforto de casa. Seja qual for o caso, já é possível prever com alguma exatidão uma data de estreia do longa no streaming HBO Max.

Quando Supergirl chega ao streaming?

Antes de ser lançado no catálogo da HBO Max, Supergirl vai fazer uma parada nas plataformas que oferecem a venda e o aluguel de conteúdo pelo meio digital. Isso deve acontecer de 30 a 45 dias a partir do momento em que o longa-metragem estreou nos cinemas.


Isso significa que o longa deve chegar à Apple TV, Prime Video e outros serviços semelhantes entre o final de julho e o começo de agosto;

O que mais deve influenciar nisso é a capacidade de Supergirl de conquistar uma boa bilheteria;

Em casos extremos, a Warner Bros. pode tanto adiantar a estreia no streaming, quanto segurá-la um pouco para incentivar a venda de mais ingressos;

Dada as previsões do mercado, que apontam o longa como um fracasso comercial, pelo menos os 30 dias devem ser respeitados.

No caso de Superman, de 2025, a Warner Bros. demorou exatamente 45 dias entre a estreia do filme nos cinemas e seu lançamento em lojas digitais. Lançado nas redes comerciais no dia 10 de julho do ano passado, ele foi disponibilizado na Prime Video, Claro TV+, YouTube, Apple TV+ e Vivo Play no dia 24 de agosto.

E quando Supergirl estreia na HBO Max?

Ainda considerando os prazos com os quais a Warner Bros. costuma trabalhar, Supergirl pode levar até 77 dias após sua estreia para chegar à HBO Max. Caso o prazo máximo seja respeitado, isso significa que ele deve passar a fazer parte do catálogo do serviço no dia 10 ou 11 de setembro.


Nesse sentido, o desempenho comercial do longa-metragem, bem como outras estreias programadas pelo streaming, deve ter algum impacto. No entanto, parece seguro afirmar com segurança que o lançamento deve acontecer em setembro, embora o dia específico possa variar.


E, nesse caso, Superman não deve servir como uma referência para Supergirl, dado que ele demorou somente 70 dias para fazer essa transição. Isso aconteceu por uma decisão de James Gunn, que decidiu adiantar o lançamento na HBO Max dada às relações entre a história do longo e os eventos da segunda temporada do Pacificador.


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quarta-feira, 24 de junho de 2026

NGINX corrige duas falhas que permitiam execução remota de códigos

 Vulnerabilidades atingem módulos HTTP/3 e proxy do NGINX Open Source e afetam também outros produtos da linha, como NGINX Plus e Ingress Controller.



A F5 lançou atualizações de segurança nesta semana para corrigir duas vulnerabilidades críticas no NGINX Open Source. As falhas podem permitir execução remota de código em sistemas vulneráveis, sem necessidade de autenticação por parte do invasor.


As duas vulnerabilidades afetam diferentes módulos do NGINX e receberam nota 9.2 na escala CVSS v4, considerada crítica. A primeira falha atinge o módulo ngx_http_v3_module, ela é classificada como use-after-free. Esse um tipo de bug que ocorre quando um programa tenta acessar uma área de memória que já foi liberada.

O problema acontece quando o NGINX Open Source está configurado para usar o módulo QUIC do protocolo HTTP/3. Um atacante remoto pode explorar a falha reabrindo um stream do encoder QPACK por meio de uma sessão HTTP/3 especialmente criada para esse fim.


A exploração só funciona em sistemas com o ASLR desativado. O ASLR é um mecanismo de segurança que randomiza o endereçamento da memória do sistema, dificultando ataques desse tipo. Isso porque, mesmo com o ASLR ativo, um invasor habilidoso ainda pode encontrar formas de contorná-lo.

O que é o CVE-2026-42055

A segunda falha é um heap-based buffer overflow, ou seja, um estouro de buffer na memória heap. Ela afeta os módulos “ngx_http_proxy_v2_module” e “ngx_http_grpc_module”.

Para que a falha seja explorada, três condições precisam estar presentes ao mesmo tempo. A diretiva proxy_http_version precisa estar configurada como 2 ou o grpc_pass precisa estar em uso para proxy de tráfego HTTP/2. Além disso, a diretiva ignore_invalid_headers precisa estar desativada e o tamanho da diretiva large_client_header_buffers precisa ser maior que 2 MB.

Quais versões foram corrigidas

A F5 já disponibilizou correções para diversos produtos da linha NGINX. O NGINX Open Source recebeu patch nas versões 1.31.2 e 1.30.3, dependendo da versão instalada.

Outros produtos também foram corrigidos, incluindo NGINX Plus, NGINX Gateway Fabric, NGINX Instance Manager, NGINX Ingress Controller e as versões WAF e DoS do NGINX App Protect. A lista completa de versões afetadas e corrigidas está disponível no comunicado oficial da F5.

Como se proteger enquanto não atualiza

Para quem ainda não conseguiu aplicar as correções, a F5 recomenda medidas de mitigação temporárias para cada falha.

No caso do CVE-2026-42530, a recomendação é desativar o suporte ao HTTP/3 no servidor. Já para o CVE-2026-42055, é preciso remover a diretiva ignore_invalid_headers off da configuração, ou então reduzir o tamanho da diretiva large_client_header_buffers para menos de 2 MB.


sábado, 20 de junho de 2026

Suposto hacker mostra como emitiu alerta extremo ‘Misantropia’; X remove posts

 Um perfil identificado por @mizantropiaz na rede social X reivindicou o ataque à Defesa Civil que disparou “alerta extremo” para brasileiros na madrugada deste sábado (20). Imagens divulgadas pelo suposto autor mostram como ele teria invadido o sistema e emitido o alerta via sistema Cell Broadcast com a palavra “mistrantropi4” (misantropia).



As imagens divulgadas pelo suposto autor mostram o que seria o sistema de disparo de alertas. Em um vídeo publicado na rede social X e já removido, o usuário mostra como teria feito o disparo.

As imagens mostram um sistema acessível por uma página da internet;

Nela, é possível ver que o usuário seleciona regiões que receberão o alerta, como cidades e municípios;

Também é possível notar que ele pode determinar os detalhes do alerta, como descrição e recomendações à população;

Em uma das imagens, o sistema exibe caixas de seleção para enviar alertas via SMS, TV por assinatura e pela ferramenta Cell Broadcast;

Outros detalhes como data do disparo do alerta, nível de urgência, severidade e outros também são exibidos.

Postagens são removidas

As postagens do suposto perfil que reivindicou o ataque são tratadas como especulação, porém. De acordo com Wolnei Wolff, secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, o disparo pode se tratar, de fato, de um “ataque hacker”. Segundo ele, dez alertas falsos foram disparados.


Wolff não estimou, porém, quantos celulares receberam o “alerta extremo”. Segundo ele, 9 alertas teriam sido disparados pelo sistema Cell Broadcast e 1 pelo sistema SMS de mensagens.

De acordo com o secretário, ainda não está confirmado se uma pessoa ou mais foi responsável pelos disparos. Ele aponta que o sistema tem uma regra local: o primeiro alerta foi disparado do Paraná, mas “quem está cadastrado no Paraná só consegue dar alerta no Paraná, jamais outros estados. É difícil responder se uma ou mais pessoas participaram desse ato criminoso”.


O secretário também não confirmou quantos estados receberam o alerta, embora aponte que “milhões de pessoas foram alertadas", porque esses alertas, via Cell Broadcast, têm capacidade de atingir milhares de pessoas. Como foi em muitos estados, milhões receberam com certeza”.


domingo, 14 de junho de 2026

RoguePlanet: falha inédita escapa de correções do Windows e Defender continua vulnerável

 Um pesquisador de segurança lançou um novo exploit zero-day contra o Windows logo após a Microsoft divulgar seu pacote de atualizações mensais, o Patch Tuesday de junho de 2026. A falha, batizada de RoguePlanet, afeta o Microsoft Defender e permite que um atacante obtenha controle total sobre o sistema operacional sem precisar de permissões de administrador.




O exploit foi publicado por Nightmare Eclipse, também conhecido como Chaotic Eclipse, um pesquisador que nos últimos meses vem revelando seguidas vulnerabilidades em produtos da Microsoft. O RoguePlanet está disponível no GitHub e já foi validado por outros profissionais de segurança.

Um zero-day é uma vulnerabilidade descoberta em um software antes que o fabricante tenha lançado uma correção para ela. O nome vem do fato de que o desenvolvedor tem zero dias de antecedência para se preparar.

No caso do RoguePlanet, o perigo está em o exploit funcionar em máquinas já atualizadas com os patches de junho de 2026, ou seja, usuários que fizeram tudo certo ainda estão vulneráveis.

Como o RoguePlanet funciona

O exploit explora uma race condition no Microsoft Defender. Uma race condition acontece quando dois processos tentam acessar o mesmo recurso ao mesmo tempo, e o sistema não consegue lidar com isso de forma segura.


Basicamente, o Defender lê um arquivo malicioso e, no momento em que tenta "limpar" esse arquivo, o exploit redireciona o arquivo já tratado para um novo caminho no sistema. Esse intervalo mínimo de tempo é o suficiente para que o ataque funcione.

De onde o ataque veio

O exploit original era ainda mais perigoso. Antes de a Microsoft lançar mitigações em maio, o RoguePlanet permitia execução remota de código, ou RCE, isso porque a falha também podia ser acionada ao abrir um arquivo .vhd ou .vhdx hospedado em um servidor remoto via SMB.

O SMB é um protocolo de rede usado para compartilhar arquivos entre computadores. Bastava que a vítima abrisse um compartilhamento malicioso para que o ataque se iniciasse sem nenhuma outra interação.Havia ainda a possibilidade de bypass do BitLocker, a criptografia de disco do Windows, usando um dispositivo especializado para gravar dados diretamente no driver NTFS.sys.

As correções parciais da Microsoft em maio fecharam essas rotas, mas Nightmare Eclipse reformulou o exploit para continuar funcionando. Por ora, o RoguePlanet está limitado a LPE, mas o pesquisador não descarta que versões futuras possam reintroduzir o vetor de execução remota.

Onde o exploit funciona

O PoC, sigla para proof-of-concept ou prova de conceito, foi testado em máquinas com Windows 10 e Windows 11 com todos os patches de junho aplicados. O Windows Server não é afetado pelo exploit atual, mas o pesquisador acredita que as versões de servidor também sejam vulneráveis em teoria.


Vários outros pesquisadores confirmaram que o RoguePlanet funciona e consegue abrir um prompt de comando com privilégios SYSTEM em sistemas totalmente atualizados.

O contexto maior de junho

O Patch Tuesday de junho de 2026 foi um dos maiores já lançados pela Microsoft, com correções para 206 vulnerabilidades, sendo 39 delas classificadas como críticas. Entre os destaques estão três falhas com nota máxima de 9,8 em uma escala de 10, incluindo uma falha no Kernel do Windows que permite execução remota de código sem autenticação.


O pacote também corrigiu o YellowKey e o GreenPlasma, dois exploits anteriores de Nightmare Eclipse, além do MiniPlasma e do HTTP2/Bomb, que pode derrubar servidores web em segundos. O volume crescente de falhas tem sido associado ao uso de inteligência artificial na descoberta de vulnerabilidades. Especialistas alertam que essa tendência deve se intensificar.


quarta-feira, 10 de junho de 2026

Apple vai remover aplicativos abandonados ou de baixa qualidade da App Store

 A Apple agora se reserva o direito de remover apps ruins, abandonados e pouco atrativos da App Store.



A App Store vai remover aplicativos que não são atualizados, aprimorados ou não atraem usuários, prevê a nova diretriz de avaliação de aplicativos da plataforma da Apple. A regra vale principalmente para apps incluídos em categorias populares da loja.


A atualização da "App Review Guidelines", conjunto de regras que controla o catálogo de apps, foi lançada durante a WWDC deste ano. A seção "4.3 Spam" contém dois itens, sendo o segundo deles:

"Certos tipos de aplicativos, como apps de namoro, lanterna, efeitos sonoros, papéis de parede, cronômetros simples e adivinhação, já estão bem estabelecidos na App Store e não aceitaremos novos envios, a menos que ofereçam uma experiência significativamente diferente ou aprimorada", determina o texto.

Porém, o trecho de maior impacto está na possibilidade de remover apps da loja caso eles sejam abandonados ou pouco atrativos. "Podemos remover esses aplicativos da App Store no futuro se eles não forem atualizados, aprimorados ou não atraírem clientes. Outros tipos de aplicativos, como jogos de bebida, Kama Sutra, aplicativos de peido ou arroto, são medíocres, de baixa qualidade ou pouco elaborados e não agregam valor à App Store", prevê a seção.

Apple avisará quando um app deixa de atender os padrões de qualidade

Contudo, os aplicativos desatualizados ou desinteressantes não serão removidos sem aviso. Ao site TechCrunch, a empresa ressaltou que o mecanismo App Store Improvements será responsável por avisar os desenvolvedores caso suas aplicações deixem de atender aos critérios da loja.

Apple busca aprimorar descoberta de apps na App Store

As novas políticas da Apple estão alinhadas com o esforço da empresa para aprimorar a descoberta de aplicativos na App Store. Também no evento, a companhia apresentou as recomendações personalizadas de apps, que consideram os padrões de uso do usuário para sugerir aplicativos potencialmente interessantes da loja. Inicialmente, o recurso está disponível somente em inglês e nos Estados Unidos.

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sábado, 6 de junho de 2026

 Quem vive hoje em dia navegando entre serviços digitais pode não fazer ideia de como era a situação da internet décadas atrás em termos de acesso. A conexão era lenta, cara e dependia de programas bem específicos: os discadores de internet.




Esses softwares eram vinculados às provedoras de acesso e serviam como intermediários, estabelecendo a conexão entre o computador do usuário e a ainda jovem rede mundial de computadores. A qualidade era longe de ser a ideal, mas permitiu o primeiro contato de milhões de pessoas com sites, programas e jogos online.

Com o passar do tempo, entretanto, o modelo de internet discada foi superado em tecnologia, publicidade e uso por outros formatos. Mas será que os discadores hoje só existem mesmo na memória de quem usou essas ferramentas? A seguir, relembre ou conheça essa trajetória tão nostálgica.


Como funcionava a internet discada

A internet discada (dial-up) foi a tecnologia da primeira forma de conexão estável e comercial de residências com a internet. Antes dela, universidades, órgãos públicos e institutos de pesquisa até já contavam com uma conexão própria, porém de forma bastante limitada.

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Esse tipo de forma de estabelecimento de conexão tinha semelhanças e diferenças com o modelo atual. Ele também dependia de um modem, mas o sinal chegava pela mesma linha telefônica instalada em casa e usada para ligações.

Para obter a ligação, o modem "ligava" para um número de telefone específico do provedor contratado e, quando essa chamada era estabelecida, o processo de estar online era efetuado. Essa "conversa" entre ambas as pontas gerava ruídos que se tornaram clássicos de quem viveu o período da internet discada.

O discador era um software que automatizava essa conexão com o provedor, para que você não precisasse realizar manualmente várias etapas de configuração do sistema. Esses programas vinculados às provedoras eram bastante simples, compostos basicamente de uma tela de login e senha e o botão para iniciar a chamada.

Os discadores no Brasil e no mundo

Como o acesso facilitado à internet dependia do uso de um discador e o computador ainda não tinha outra forma de acesso à internet, era preciso encontrar outro jeito para que esses programas chegassem ao consumidor. Sites como o Baixaki também não existiam ou estavam apenas começando, o que significa que era até mais difícil encontrar o programa correto para download.


A principal forma encontrada pelas provedoras foi a distribuição de CDs que continham o programa instalável e, normalmente, incluíam também uma oferta de tempo de uso grátis como forma de bônus ou período de testes. A AOL foi a pioneira desse formato nos Estados Unidos, mas praticamente todas as concorrentes ao redor do mundo adotaram a estratégia.

Em meio a tanta concorrência, o iG foi destaque de um modelo paralelo iniciado em 2000 e que transformou ele em um dos principais nomes da internet discada brasileira: oferecer internet grátis.


O acesso não era totalmente sem custos, já que você ainda pagava o valor do pulso anexado à conta telefônica, mas não exigia a mensalidade que outras concorrentes solicitavam. Com o tempo, várias rivais também foram adotando esse esquema, que só exigia o modem e uma linha compatível.

O Terra e o iG, por exemplo, converteram-se com o tempo em portais de conteúdo e existem até hoje, embora com menor importância no mercado. O UOL nasceu dentro de um grupo jornalístico e já como um site de diversos serviços para além do discador, como o clássico bate-papo, e segue relevante na indústria.

Outros nomes sumiram ou foram absorvidos: o iBest foi adquirido em 2006 e juntou as operações com o iG (hoje do grupo Ongoing) e a BrTurbo (marca que pertenceu à Oi). A empresa também é conhecida pelo prêmio anual que era concedido a destaques da internet nacional e que, depois de anos de hiato, retornou nesta década sob outra administração. Já o Pop, que nasce já como uma marca da GVT, encerrou as atividades em 2016.

Para além da banda larga, o modelo discado foi substituído também por outros planos: da conexão 3G em diante, o acesso aos dados móveis pelo celular também era mais vantajoso do que a antiga forma de conexão pela linha telefônica. Alternativas como fibra óptica e até satélite hoje também se configuram como alternativas a esse modelo defasado.


Por volta de 2017, já não era possível conseguir estabelecer conexão usando os antigos programas no Brasil, como mostram testes feitos por usuários em fóruns de entusiastas. Esses discadores hoje também não estão mais disponíveis para download, exceto em antigos repositórios ou a partir da imagem ISO dos CDs extraídos para baixar.


quinta-feira, 4 de junho de 2026

Instagram Plus é lançado oficialmente no Brasil: confira os recursos pagos

Com 11 novos recursos "premium", a assinatura Instagram Plus acaba de ser lançada no Brasil e promete mais interação, insights e personalização de perfis.

Por R$ 10 mensais, usuários brasileiros poderão desbloquear recursos extras no Instagram, como assistir publicações dos Stories sem aparecer para quem publicou. A novidade foi anunciada pela Meta nesta quinta-feira (3), destacando a chegada do Instagram Plus globalmente, incluindo o Brasil.



Anteriormente em testes, as assinaturas da Meta foram anunciadas de fato na última semana. De acordo com a companhia, o Instagram Plus “terá como foco oferecer recursos que aproximam você de quem importa, insights mais aprofundados e funcionalidades extras premium”.

Grande parte das funcionalidades faz mais sentido para criadores de conteúdo ou usuários mais assíduos da rede social. A companhia reforça, porém, que o Instagram continua gratuito e que “nenhum recurso será alterado ou removido”.

As outras duas assinaturas WhatsApp Plus (em testes no Brasil por R$ 7 mensais) e Facebook Plus (que pode custar os mesmos R$ 10 mensais do Instagram Plus) serão lançadas posteriormente, mas sem estipular uma data. A companhia também revelou, anteriormente, uma assinatura para os seus serviços de inteligência artificial (IA) chamada Meta One. Ela também deve ser lançada no Brasil futuramente.


Novos recursos do Instagram Plus

No total, 11 recursos são desbloqueados para quem é assinante do Instagram Plus. Eles se diferenciam entre ferramentas de comunidade, insights sobre publicações e personalização dos perfis. Confira a lista a seguir:

Story pode ganhar mais destaque para amigos;

Será possível estender a duração de um story para 48 horas (o limite para contas gratuitas é de 24h);

O usuário conseguirá assistir a um story sem aparecer que visualizou;

O Instagram permitirá criar diferentes listas de audiência para publicações de stories, como uma para amigos e outros sobre trabalho;

Também será mostrado se algum usuário assistiu o seu story mais de uma vez;

Na mesma linha, o usuário conseguirá buscar por pessoas específicas que possam ter visualizado algum story;

Como assinante, também será possível enviar um “Super Like”, que se traduz em animações mais vibrantes “que explodem pela tela para celebrar os stories dos seus amigos”;

Já sobre a personalização do aplicativo, o assinante poderá trocar o ícone do Instagram no celular;

A rede social também permitirá utilizar uma fonte personalizada na biografia do perfil;

Os assinantes do Instagram Plus terão um novo limite de até seis publicações fixadas no seu perfil;

Além de conseguirem realizar publicações ou nos destaques “sem que apareça no feed dos amigos”.

A novidade começa a ser disponibilizada a partir de hoje, de acordo com a Meta. É possível que a disponibilidade aconteça de forma gradual, logo não deve ser exibida para todos os usuários ao mesmo tempo. Para validar, basta acessar o seu perfil, tocar no ícone de três traços no canto superior direito e buscar pela opção de “assinaturas”.


sexta-feira, 29 de maio de 2026

iPhone 18 Pro pode ganhar cor cereja em lugar do laranja, aponta vazamento

 Imagens de unidades não-funcionais do iPhone 18 Pro vazaram na web e uma delas é na cor cereja. A réplica sugere que a Apple vai trocar o característico Cosmic Orange pelo Dark Cherry (roxo escuro avermelhado).



As imagens compartilhadas por Sonny Dickson (@SonnyDickson, no X) mostram réplicas em quatro cores: azul claro, preto, prata e roxo. No texto do post, o informante destaca que a cor Cherry será um dos próximos grandes lançamentos da Apple, já que o laranja também foi bem popular.

Além da nova cor, o design dos novos iPhones não apresenta grandes mudanças em comparação aos modelos de 2025. As câmeras continuam dispostas em um módulo retangular com cantos arredondados e distribuídas em um triângulo. A traseira parece combinar dois materiais diferentes, provavelmente para garantir compatibilidade com o carregamento sem fio.

Réplicas vazadas não necessariamente confirmam as próximas cores ou design do iPhone 18, portanto a informação deve ser tratada como rumor. De toda forma, é esperado que a Apple lance o aparelho com um novo conjunto de cores, principalmente para distinguir a geração das demais.

Por enquanto, não há data oficial para o lançamento dos iPhones, mas costuma acontecer entre setembro e outubro. À medida que a apresentação se aproxima, mais informações preliminares devem aparecer, então recomenda-se acompanhar as novidades.

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sexta-feira, 22 de maio de 2026

INSS confirma vazamento de dados do Dataprev que afetou 50 mil pessoas

 Informações sobre ao menos 50 mil beneficiários vivos foram expostas. Órgão garante que dados não são suficientes para fraudes.



A Dataprev, empresa estatal que cuida de tecnologias de gerenciamento de dados de programas sociais do Brasil, confirmou um vazamento de dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As informações foram reveladas em uma nota do órgão enviada nesta sexta-feira (22).


De acordo com o comunicado, o caso aconteceu por uma "falha na segurança do sistema digital". Não há maiores detalhes sobre que tipo de acesso indevido foi realizado e quais são os dados obtidos por esse possível acesso feito por terceiros.

O incidente foi registrado em 22 de abril e envolveu o vazamento dos dados principalmente de pessoas já falecidas. Apenas 3% das vítimas, ou cerca de 50 mil beneficiários, seriam portadores de CPFs ainda ativos.


O vazamento não parece ter relação com outros incidentes de cibersegurança registrados recentemente no órgão, como o possível caso de um agente estrangeiro mal intencionado que explorou uma falha no sistema de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) e a operação da Polícia Federal feita no início de abril contra suspeitos de instalar máquinas criminosas nas agências para aplicação de golpes.

O que dizem os órgãos?

A Dataprev afirma que está consolidando os dados para melhor compreender o vazamento, mas já tomou medidas necessárias e alertou a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) sobre o ocorrido.


Já o INSS tenta tranquilizar a população, ao reforçar que a concessão de benefícios como empréstimos consignados exigem outros documentos e etapas para confirmação — neste caso, agora é necessário realizar uma confirmação via biometria facial no site ou aplicativo para oficializar o contrato.

"A concessão de qualquer benefício possui uma série de travas de segurança. O INSS tem reforçado seus controles internos a fim de oferecer maior segurança à análise de seus benefícios", diz o comunicado.


sexta-feira, 15 de maio de 2026

Microsoft corrige falha grave explorada em ataques contra empresas

 A Microsoft divulgou esta semana uma vulnerabilidade crítica no Exchange Server que já está sendo explorada por atacantes. A falha, identificada como CVE-2026-42897, afeta as versões on-premises em servidores de e-mail corporativo e permite a execução de código malicioso nos navegadores das vítimas.



A empresa anunciou a correção apenas dois dias após o Patch Tuesday de maio, que havia corrigido 137 vulnerabilidades – mas não incluía nenhum zero-day. A falha ficou de fora do pacote principal de atualizações.

Ataque começa com e-mail malicioso enviado para vítima

O ataque explora uma vulnerabilidade de cross-site scripting no Outlook Web Access, a interface web do Exchange. Basicamente, o invasor envia um e-mail especialmente preparado para a vítima.

Se o usuário abrir a mensagem pelo OWA e atender certas condições de interação, o código JavaScript malicioso é executado diretamente no navegador. A Microsoft classificou o problema como falha de spoofing e XSS.

A descrição técnica oficial menciona "neutralização inadequada de entrada durante a geração de páginas web". Isso significa que o sistema não filtra corretamente dados potencialmente perigosos antes de exibi-los.

Versões on-premises do Exchange estão vulneráveis

A falha afeta o Exchange Server 2016, Exchange Server 2019 e Exchange Server Subscription Edition. Todas as atualizações dessas versões estão vulneráveis.

O Exchange Online, a versão em nuvem do serviço, não é afetada pela CVE-2026-42897. Apenas instalações locais nas empresas precisam aplicar as correções.


Microsoft oferece duas formas de mitigação temporária

A empresa disponibilizou o Exchange Emergency Mitigation Service como principal forma de proteção. O serviço está ativo por padrão desde setembro de 2021 e aplica a correção automaticamente nos servidores compatíveis.

Para ambientes desconectados ou isolados da internet, a Microsoft liberou o Exchange on-premises Mitigation Tool. O script EOMT.ps1 pode ser executado manualmente via Exchange Management Shell em servidores individuais ou em toda a infraestrutura de uma vez.

Correção temporária causa problemas conhecidos em algumas funcionalidades

A mitigação desativa temporariamente alguns recursos do OWA. A impressão de calendários pode parar de funcionar após a aplicação da correção. Imagens inline também podem não aparecer corretamente no painel de leitura dos destinatários. Como alternativa, as imagens precisam ser enviadas como anexos.


O OWA Light, versão simplificada da interface que já está descontinuada há anos, deixa de funcionar adequadamente. A Microsoft alerta que esse modo não é recomendado para uso em produção.

Patch de segurança permanente será lançado apenas para alguns clientes

A Microsoft planeja lançar uma atualização de segurança definitiva para as versões afetadas. O patch será disponibilizado para Exchange SE RTM, Exchange 2016 CU23 e Exchange 2019 CU14 e CU15.


As atualizações para Exchange 2016 e 2019 serão liberadas apenas para clientes inscritos no programa Extended Security Update Período 2. O programa ESU Período 1 terminou em abril de 2026 e não receberá este patch. A vulnerabilidade foi reportada por um pesquisador anônimo. A Microsoft não divulgou detalhes sobre os ataques que exploraram a falha nem sobre os grupos responsáveis.


sexta-feira, 8 de maio de 2026

Governo dos EUA libera documentos secretos sobre avistamentos de OVNIs

 O Departamento de Guerra dos Estados Unidos divulgou, nesta sexta-feira (8), o primeiro pacote de documentos oficiais do governo sobre objetos voadores não identificados (OVNIs) e outros fenômenos. Os arquivos em PDF podem ser baixados no site do Pentágono e não exigem qualquer tipo de cadastro.



A liberação acontece meses depois de uma promessa do presidente do país, Donald Trump, de revelar informações que estavam até mesmo há décadas com o status de confidencial. Segundo o político, há grande interesse popular na transparência do governo sobre os casos.

O que o governo dos EUA divulgou nos arquivos?

Os arquivos do Departamento de Guerra, antes chamado de Departamento de Defesa, envolvem apenas casos não resolvidos de "fenômenos anômalos não identificados".

Os arquivos, alguns deles com censuras para ocultar nomes de pessoas envolvidas ou a localização de instalações militares, incluem:


Registros investigativos, depoimentos de testemunhas oculares e documentos públicos sobre casos de OVNIs — incluindo objetos luminosos de movimento irregular e que desaparecem repentinamente;

Relatórios de atividades militares e depoimentos de soldados e pilotos que avistaram fenômenos não explicados durante treinamentos ou missões, inclusive fora dos EUA;

Correspondências entre departamentos e oficiais do governo a respeito dos possíveis avistamentos;

Imagens de radar, rascunhos baseados em descrições de testemunhas, vídeos e fotos oficiais de fenômenos e objetos sem descrição específica;

Transcrições de depoimentos de astronautas como Frank Borman, da missão espacial Gemini VII de 1965, que alega ter visto um "objeto não identificado", e da Apollo 17, que capturou uma foto com "três luzes" desconhecidas logo acima do solo lunar.

Os arquivos incluem incidentes desde 1947 até incidentes mais recentes, como acontecimentos registrados em 2023. Apesar da maioria dos arquivos ser não editado, há também materiais como a imagem no topo desta matéria: uma montagem de uma instalação oficial do FBI, com a sobreposição gráfica de uma suposta nave avistada na região.


quarta-feira, 29 de abril de 2026

LG lança modelos de monitores gamer no Brasil com tecnologia Dual-Mode

 A LG Electronics colocou em pré-venda no Brasil dois modelos da linha UltraGear OLED, que prometem equilibrar qualidade de imagem e velocidade.



A novidade envolve os modelos 32GX850A-B e 27GX790B-B, que chegam oficialmente em maio. A proposta é entregar opções tanto para quem quer jogar com mais qualidade visual quanto para quem precisa de desempenho extremo em jogos competitivos. 

Modelo aposta em imagem mais detalhada

O principal ponto em comum entre os dois monitores é a chamada tecnologia Dual-Mode, que permite trocar resolução por taxa de atualização com um comando direto no monitor.

Funciona assim: dá para jogar com gráficos mais detalhados ou reduzir a resolução para ganhar mais fluidez, algo útil em partidas competitivas.


Essa alternância tenta resolver um dilema comum entre jogadores: escolher entre imagem mais bonita ou melhor desempenho. Aqui, a ideia é não precisar escolher apenas um.

O 32GX850A-B é o modelo voltado para quem prioriza qualidade de imagem. Ele tem tela OLED de 31,5 polegadas com resolução 4K e taxa de atualização de 165 Hz no modo padrão. Se a ideia for priorizar velocidade, dá para alternar para Full HD com 330 Hz.


Outro destaque é o uso da tecnologia Micro Lens Array+ (MLA+), que utiliza micro lentes para melhorar o brilho e a eficiência da tela. O monitor também tem tempo de resposta de 0,03 ms, o que ajuda a reduzir borrões em cenas rápidas.

Pensado para quem joga competitivo

Já o 27GX790B-B mira diretamente o público competitivo. Ele traz um painel OLED de 4ª geração e pode atingir até 720 Hz, um número bem acima do que é comum no mercado hoje.

No uso prático, o usuário pode alternar entre QHD (1440p) a 540 Hz ou HD (720p) a 720 Hz, e o tempo de resposta é ainda menor: 0,02 ms. Além disso, o modelo inclui conexão DisplayPort 2.1 e suporte a tecnologias como NVIDIA G-SYNC e AMD FreeSync Premium Pro, que ajudam a evitar cortes e travamentos na imagem, ideal para quem joga online.


O preço no site da marca é R$ 6.104,21.

Recursos extras e o que vem junto

Os dois modelos compartilham algumas características: cobertura de cores DCI-P3 próxima de 100%, suporte a HDR e ajustes ergonômicos de posição (altura, inclinação e rotação). 


Também contam com funções voltadas para jogos, como contador de FPS, estabilizador de preto e modos específicos para leitura.


sábado, 25 de abril de 2026

Galaxy Book 6 Edge vaza e pode desapontar quem queria um notebook pequeno

 A loja alemã Cyberport acidentalmente vazou o novo Galaxy Book 6 Edge, mas o notebook da Samsung não deve oferecer mais a opção de tela menor. O vazamento foi reportado pelo site WinFuture, que aponta também algumas especificações do aparelho, como a presença do Snapdragon X2 Elite.


Diferente dos seus irmãos maiores, o Book 6 Edge deve ser vendido somente com um display de 16 polegadas, abrindo mão da variante de 14 polegadas. Essa não é uma boa notícia para os fãs de notebooks pequenos, afinal de contas uma tela maior ocupa mais espaço na mesa, pesa mais e dificulta no transporte.

Ainda sobre o display, essa tela deve manter o painel AMOLED com um nível de cores mais alto. O formato de exibição é 16:9 e a resolução ficará acima do Quad HD+ (2880 x 1800 pixels), com taxa de atualização de 120 Hz e brilho de 500 nits, mas sem suporte à tecnologia de touchscreen.

Novo Edge surpreende com chip Qualcomm

A parte boa é que esse deve ser um notebook com um desempenho bem alto. Internamente, a fabricante irá inserir a plataforma Snapdragon X2 Elite (X2E-88-100). Esse chip possui 18 núcleos com frequência máxima de 4,7 GHz e é um dos mais rápidos da Qualcomm, além de operar com a arquitetura Arm.

Também haverá 16 GB de RAM e 512 GB de armazenamento como opções mínimas, mas os usuários poderão escolher a opção de 32 GB/1 TB;

Como a NPU do chip da Qualcomm tem 80 TOPS sozinha, esse notebook provavelmente será vendido como um Copilot+PC;

A bateria deve ter 61,8 Whr e pode proporcionar um uso de até 22 horas, embora o contexto não tenha sido especificado;

O modelo deve oferecer duas portas USB Tipo-C com Thunderbolt 4, um HDMI 2.1, porta USB 3.2 Gen 2, jack para fone de microfone e leitor de cartão microSDXC.


O Galaxy Book 6 Edge deve começar a ser vendido em breve pelo preço inicial de € 2.199 (cerca de R$ 13 mil), enquanto a versão mais parruda custará pelo menos € 2.800 (R$ 16 mil). Não há informações sobre a chegada desse notebook de maneira oficial ao mercado brasileiro.


segunda-feira, 20 de abril de 2026

WhatsApp começa testes de versão paga do aplicativo; conheça os recursos

 A Meta começou de forma gradual e restrita os testes do WhatsApp Plus. Como já indicavam rumores anteriores, essa é a versão paga do popular aplicativo de mensagens, com recursos exclusivos para assinantes.




Essa versão paga do WhatsApp foi flagrada por alguns usuários que postaram a tela de introdução ao tema em plataformas como o X e o Threads. Um deles é Matt Navarra, o consultor que também foi um dos primeiros a descobrir o Instagram Plus, a versão para assinantes da rede social de fotos e vídeos.

Em uma nota oficial enviada ao site TechCrunch, a companhia confirmou a nova assinatura opcional chamada WhatsApp Plus. Segundo a companhia, ela foi criada para "usuários que desejam mais maneiras de organizar e personalizar sua experiência".

Os benefícios do WhatsApp Plus

De acordo com as imagens publicadas pelos usuários selecionados para participar do teste, as vantagens do mensageiro pago envolvem opções cosméticas para personalização e maior liberdade para utilizar certas ferramentas.


A funções não envolvem o funcionamento básico ou a privacidade do mensageiro, que seguem os mesmos para usuários pagantes ou não. Exemplos de recursos exclusivos da versão paga na atual fase de testes incluem:

enviar figurinhas "premium" para outras pessoas, incluindo alguns adesivos que podem ocupar quase toda a tela na animação;

alterar o tema oficial do aplicativo para 18 novas cores, incluindo diferentes tons de verde;

usar um ícone customizado do WhatsApp na tela inicial do celular, com a logo em diferentes cores e estilos;

ser capaz de fixar mais conversas no topo da tela do que o originalmente permitido — no máximo 20, contra três dos usuários gratuitos;

escolher entre dez novos toques de chamada "premium" para quando você receber ligações de voz ou vídeo;

conseguir criar ou atualizar listas de conversas, até juntando vários chats em uma espécie de aba especial de organização;

Segundo o site WABetaInfo, que também teve acesso à novidade, o preço da mensalidade do WhatsApp varia de acordo com a região. Em países da Europa, a cobrança é de € 2,49 — ou R$ 14,60 em conversão direta de moeda. O primeiro mês de uso está isento de cobranças e funciona no formato de período de testes.


quarta-feira, 15 de abril de 2026

Netflix voltará a focar em anúncios e conteúdo após perder compra da Warner Bros.




 


Anunciada no final de 2025 pela Netflix, a compra mal sucedida da Warner Bros. vai forçar o streaming a mudar sua estratégia de crescimento. Após perder o negócio para a Paramount, a companhia vai aumentar seus investimentos em conteúdo original como forma de permanecer relevante no mercado.


Segundo a Reuters, a decisão tem como objetivo compensar a perda do “atalho” que o streaming pretendia tomar com a aquisição. Caso tivesse conseguido adquirir a Warner, a empresa conquistaria o direito sobre propriedades intelectuais como Game of Thrones e Friends, sem passar pelo duro esforço de construir suas próprias marcas.

A Reuters também afirma que a Netflix deve compartilhar mais detalhes de seus planos futuros com acionistas na próxima quinta-feira (16). A expectativa do mercado é que o serviço registre um crescimento de 15,5% em relação aos mesmos resultados que divulgou no primeiro trimestre do ano passado.


A previsão é que as receitas da companhia durante o primeiro trimestre de 2026 tenham chegado a US$ 12,18 bilhões;

Desse valor, US$ 624 milhões vão ser obtidos com anúncios publicitários, que devem se tornar parte do foco renovado da corporação;

Os bons resultados também são reflexo do aumento nos valores de assinaturas que a Netflix aplicou ao mercado norte-americano em março;

A expectativa é que o reajuste tenha levado mais consumidores a adotar o patamar de assinatura associado à exibição de anúncios comerciais;

Desde que o streaming desistiu da compra da Warner Bros., suas ações já se valorizaram em 26%.

Investidores consultados pela Reuters estão otimistas com o futuro da Netflix, mesmo que ela tenha perdido a grande aquisição para a Paramount. John Belton, da Gabelli Funds, acredita que o streaming tem grande potencial de aumentar suas receitas com publicidade, especialmente se continuar investindo em eventos esportivos de grande porte.


domingo, 12 de abril de 2026

Governo da França vai trocar uso de Windows por sistemas com Linux

 A França anunciou nesta semana que fará uma mudança nas estações de trabalho do governo. Em breve e de forma gradual, os aparelhos com Windows serão substituídos por equipamentos com "sistemas baseados em Linux".


O motivo da mudança é ao mesmo tempo político e técnico. A ideia da administração de Emmanuel Macron é reduzir a dependência de empresas dos Estados Unidos e, ao mesmo tempo, adotar softwares, sistemas e dispositivos que tenham características como ser de código aberto ou fabricação local.

A mudança de sistema operacional na Europa

A secretaria de assuntos digitais do país (de sigla DINUM, no original em francês) será o primeiro órgão a fazer a substituição;

Até o momento, não há um prazo para que a mudança comece e nem detalhes sobre qual será a distro adotada;

No começo de 2026, o governo francês já havia tomado uma decisão nessa direção: a administração federal trocou o Microsoft Teams por outro serviço de videoconferência: a plataforma de origem francesa Visio, baseada em outro aplicativo de código aberto;

Para além das mudanças já confirmadas, o governo europeu também deve trocar a plataforma do setor de saúde por outro serviço até o final de 2026

A medida não é exclusiva da França: em junho de 2025, a Alemanha anunciou o encerramento do contrato com a Microsoft para oferecer o Windows em estações de trabalho do governo e outras instituições do país. A Dinamarca também adotou políticas parecidas meses antes e foi uma das pioneiras nessa política.


quarta-feira, 8 de abril de 2026

WhatsApp caiu? Aplicativo está instável nesta quarta (08); Instagram registra queda

 O aplicativo do WhatsApp registra instabilidade na tarde desta quarta-feira (08). De acordo com o site DownDetector, às 13h15 houve um pico de reclamações de usuários que segue aumentando. Além do app de mensagens, o Instagram também registra problemas — mas em menor número.



Até o momento, não há posicionamento das empresas envolvidas. Os principais problemas sobre o WhatsApp estariam no login direto dentro da aplicação, web e desktop. Já o Instagram registra dificuldades de acesso ao servidor.


sexta-feira, 3 de abril de 2026

Instagram Plus: 6 recursos que devem estrear na versão paga da rede social

 O Instagram deve ganhar uma nova opção de assinatura com foco em recursos funcionais para o uso cotidiano da rede social. O pacote está em testes em algumas regiões — ainda não no Brasil — e traz novidades principalmente voltadas aos Stories.



Não há previsão para lançamento global nem detalhes sobre preços. Ainda assim, as funcionalidades já disponíveis em países de teste indicam o que os usuários podem esperar do serviço.

Quais serão os recursos do Instagram Plus?

Chamado de Instagram Plus, o pacote tem proposta diferente do Meta Verified, que foca em verificação e gestão de perfis. Aqui, a ideia é oferecer ferramentas práticas para o dia a dia na plataforma.


Listas de Stories: criação de múltiplas listas de visualização, além do recurso de Amigos Próximos;

Visualizações repetidas: possibilidade de ver quantas vezes seu Story foi revisto – algo possível de ver manualmente, conforme investigado pelo TecMundo;

Super hearts: envio de curtidas com animações mais chamativas;

Visualização discreta: ver uma prévia dos Stories de outra pessoa sem aparecer na lista de visualizadores;

Duração estendida: ampliar o tempo de exibição dos Stories para além de 24 horas ou fixá-los por até uma semana;

Busca de visualizadores: pesquisar usuários específicos na lista de quem viu o Story.

Atualmente, o recurso está em testes no México, Japão e Filipinas. A empresa também indicou que pode ajustar o pacote antes da versão final, testando diferentes combinações de funcionalidades.


sexta-feira, 27 de março de 2026

Android é o sistema mais rápido para navegação web, conclui o Google

 O Android é o sistema operacional mais rápido para navegação web, segundo levantamento do Google. A análise considerou distribuições do sistema em aparelhos de três fabricantes diferentes e comparou os resultados com uma plataforma mobile concorrente não identificada.




Para chegar à conclusão, a empresa utilizou dois benchmarks bastante conhecidos do setor: o Speedometer e o LoadLine. O Speedometer simula ações de um usuário real para medir a latência de interações, sendo um dos principais mecanismos de avaliação de navegadores. Já o LoadLine mede o tempo necessário para carregar uma página completa.



De acordo com o Google, o desempenho de conteúdo web é um dos pilares da experiência do usuário. A empresa destaca que mais de 90% dos aplicativos desenvolvidos para Android utilizam o WebView, componente nativo responsável pela exibição de conteúdo web dentro dos apps.


Com base nos testes, o Google afirma que os melhores celulares Android apresentam pontuações até 47% superiores em relação a dispositivos com outros sistemas. Embora a empresa não cite diretamente o concorrente, a suspeita é que a comparação tenha sido feita com o iOS, da Apple.

Sucesso é consequência de uma boa otimização vertical, conta o Google

Segundo o Google, os resultados positivos são fruto de um trabalho contínuo de otimização entre software e hardware. “Incentivamos nossos parceiros Android a avaliar e otimizar seus dispositivos com base no Speedometer e no LoadLine. Embora os avanços no desempenho do núcleo dos SoCs criem a base para experiências web rápidas, a otimização do sistema operacional e da pilha de software do navegador é fundamental para utilizar o hardware de forma eficaz”, explica a empresa.


Como reflexo desse investimento, celulares Android topo de linha apresentam ganhos significativos ano a ano. De acordo com o levantamento, esses dispositivos registram melhorias entre 20% e 60% em comparação com seus antecessores.

Na prática, essa evolução se traduz em ganhos perceptíveis para o usuário. O carregamento de páginas pode ser entre 4% e 6% mais rápido, enquanto interações de alta prioridade ficam de 6% a 9% mais ágeis nos modelos mais recentes.