sábado, 6 de junho de 2026

 Quem vive hoje em dia navegando entre serviços digitais pode não fazer ideia de como era a situação da internet décadas atrás em termos de acesso. A conexão era lenta, cara e dependia de programas bem específicos: os discadores de internet.




Esses softwares eram vinculados às provedoras de acesso e serviam como intermediários, estabelecendo a conexão entre o computador do usuário e a ainda jovem rede mundial de computadores. A qualidade era longe de ser a ideal, mas permitiu o primeiro contato de milhões de pessoas com sites, programas e jogos online.

Com o passar do tempo, entretanto, o modelo de internet discada foi superado em tecnologia, publicidade e uso por outros formatos. Mas será que os discadores hoje só existem mesmo na memória de quem usou essas ferramentas? A seguir, relembre ou conheça essa trajetória tão nostálgica.


Como funcionava a internet discada

A internet discada (dial-up) foi a tecnologia da primeira forma de conexão estável e comercial de residências com a internet. Antes dela, universidades, órgãos públicos e institutos de pesquisa até já contavam com uma conexão própria, porém de forma bastante limitada.

O que é o meme "67"? Entenda a brincadeira que virou easter egg no Google

Esse tipo de forma de estabelecimento de conexão tinha semelhanças e diferenças com o modelo atual. Ele também dependia de um modem, mas o sinal chegava pela mesma linha telefônica instalada em casa e usada para ligações.

Para obter a ligação, o modem "ligava" para um número de telefone específico do provedor contratado e, quando essa chamada era estabelecida, o processo de estar online era efetuado. Essa "conversa" entre ambas as pontas gerava ruídos que se tornaram clássicos de quem viveu o período da internet discada.

O discador era um software que automatizava essa conexão com o provedor, para que você não precisasse realizar manualmente várias etapas de configuração do sistema. Esses programas vinculados às provedoras eram bastante simples, compostos basicamente de uma tela de login e senha e o botão para iniciar a chamada.

Os discadores no Brasil e no mundo

Como o acesso facilitado à internet dependia do uso de um discador e o computador ainda não tinha outra forma de acesso à internet, era preciso encontrar outro jeito para que esses programas chegassem ao consumidor. Sites como o Baixaki também não existiam ou estavam apenas começando, o que significa que era até mais difícil encontrar o programa correto para download.


A principal forma encontrada pelas provedoras foi a distribuição de CDs que continham o programa instalável e, normalmente, incluíam também uma oferta de tempo de uso grátis como forma de bônus ou período de testes. A AOL foi a pioneira desse formato nos Estados Unidos, mas praticamente todas as concorrentes ao redor do mundo adotaram a estratégia.

Em meio a tanta concorrência, o iG foi destaque de um modelo paralelo iniciado em 2000 e que transformou ele em um dos principais nomes da internet discada brasileira: oferecer internet grátis.


O acesso não era totalmente sem custos, já que você ainda pagava o valor do pulso anexado à conta telefônica, mas não exigia a mensalidade que outras concorrentes solicitavam. Com o tempo, várias rivais também foram adotando esse esquema, que só exigia o modem e uma linha compatível.

O Terra e o iG, por exemplo, converteram-se com o tempo em portais de conteúdo e existem até hoje, embora com menor importância no mercado. O UOL nasceu dentro de um grupo jornalístico e já como um site de diversos serviços para além do discador, como o clássico bate-papo, e segue relevante na indústria.

Outros nomes sumiram ou foram absorvidos: o iBest foi adquirido em 2006 e juntou as operações com o iG (hoje do grupo Ongoing) e a BrTurbo (marca que pertenceu à Oi). A empresa também é conhecida pelo prêmio anual que era concedido a destaques da internet nacional e que, depois de anos de hiato, retornou nesta década sob outra administração. Já o Pop, que nasce já como uma marca da GVT, encerrou as atividades em 2016.

Para além da banda larga, o modelo discado foi substituído também por outros planos: da conexão 3G em diante, o acesso aos dados móveis pelo celular também era mais vantajoso do que a antiga forma de conexão pela linha telefônica. Alternativas como fibra óptica e até satélite hoje também se configuram como alternativas a esse modelo defasado.


Por volta de 2017, já não era possível conseguir estabelecer conexão usando os antigos programas no Brasil, como mostram testes feitos por usuários em fóruns de entusiastas. Esses discadores hoje também não estão mais disponíveis para download, exceto em antigos repositórios ou a partir da imagem ISO dos CDs extraídos para baixar.


quinta-feira, 4 de junho de 2026

Instagram Plus é lançado oficialmente no Brasil: confira os recursos pagos

Com 11 novos recursos "premium", a assinatura Instagram Plus acaba de ser lançada no Brasil e promete mais interação, insights e personalização de perfis.

Por R$ 10 mensais, usuários brasileiros poderão desbloquear recursos extras no Instagram, como assistir publicações dos Stories sem aparecer para quem publicou. A novidade foi anunciada pela Meta nesta quinta-feira (3), destacando a chegada do Instagram Plus globalmente, incluindo o Brasil.



Anteriormente em testes, as assinaturas da Meta foram anunciadas de fato na última semana. De acordo com a companhia, o Instagram Plus “terá como foco oferecer recursos que aproximam você de quem importa, insights mais aprofundados e funcionalidades extras premium”.

Grande parte das funcionalidades faz mais sentido para criadores de conteúdo ou usuários mais assíduos da rede social. A companhia reforça, porém, que o Instagram continua gratuito e que “nenhum recurso será alterado ou removido”.

As outras duas assinaturas WhatsApp Plus (em testes no Brasil por R$ 7 mensais) e Facebook Plus (que pode custar os mesmos R$ 10 mensais do Instagram Plus) serão lançadas posteriormente, mas sem estipular uma data. A companhia também revelou, anteriormente, uma assinatura para os seus serviços de inteligência artificial (IA) chamada Meta One. Ela também deve ser lançada no Brasil futuramente.


Novos recursos do Instagram Plus

No total, 11 recursos são desbloqueados para quem é assinante do Instagram Plus. Eles se diferenciam entre ferramentas de comunidade, insights sobre publicações e personalização dos perfis. Confira a lista a seguir:

Story pode ganhar mais destaque para amigos;

Será possível estender a duração de um story para 48 horas (o limite para contas gratuitas é de 24h);

O usuário conseguirá assistir a um story sem aparecer que visualizou;

O Instagram permitirá criar diferentes listas de audiência para publicações de stories, como uma para amigos e outros sobre trabalho;

Também será mostrado se algum usuário assistiu o seu story mais de uma vez;

Na mesma linha, o usuário conseguirá buscar por pessoas específicas que possam ter visualizado algum story;

Como assinante, também será possível enviar um “Super Like”, que se traduz em animações mais vibrantes “que explodem pela tela para celebrar os stories dos seus amigos”;

Já sobre a personalização do aplicativo, o assinante poderá trocar o ícone do Instagram no celular;

A rede social também permitirá utilizar uma fonte personalizada na biografia do perfil;

Os assinantes do Instagram Plus terão um novo limite de até seis publicações fixadas no seu perfil;

Além de conseguirem realizar publicações ou nos destaques “sem que apareça no feed dos amigos”.

A novidade começa a ser disponibilizada a partir de hoje, de acordo com a Meta. É possível que a disponibilidade aconteça de forma gradual, logo não deve ser exibida para todos os usuários ao mesmo tempo. Para validar, basta acessar o seu perfil, tocar no ícone de três traços no canto superior direito e buscar pela opção de “assinaturas”.