segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Vulnerabilidade no WhatsApp instala malware mesmo sem interação

 Pesquisadores de segurança descobriram uma vulnerabilidade que afeta iOS, macOS e iPadOS da Apple via execução remota de código (RCE) de zero cliques no WhatsApp. A cadeia de ataques explora duas vulnerabilidades do aplicativo de mensagens e não precisa de interação para ser executada. 



O ataque possibilita controle total do dispositivo, incluindo acesso a dados confidenciais, monitoramento de comunicações e implantação de outros malwares. Nem o WhatsApp nem a Apple se posicionaram até o momento e ainda não há patches de segurança aplicáveis.

Pesquisadores de segurança descobriram uma vulnerabilidade que afeta iOS, macOS e iPadOS da Apple via execução remota de código (RCE) de zero cliques no WhatsApp. A cadeia de ataques explora duas vulnerabilidades do aplicativo de mensagens e não precisa de interação para ser executada. 


O ataque possibilita controle total do dispositivo, incluindo acesso a dados confidenciais, monitoramento de comunicações e implantação de outros malwares. Nem o WhatsApp nem a Apple se posicionaram até o momento e ainda não há patches de segurança aplicáveis.

Utilizando essas vulnerabilidades, o criminoso cria uma imagem DNG corrompida que ao ser processada pelo WhatsApp, gera um erro de corrupção de memória. A falha faz com que o aplicativo passe a executar comandos que não deveria, permitindo que o atacante execute as instruções no aparelho da vítima remotamente.


O DarkNavyOrg mostrou o script que automatiza o processo. Na prova de conceito era possível entrar no WhatsApp, gerar a imagem DNG corrompida e enviar o arquivo para o número de telefone da vítima. Sem precisar de nenhum clique, o ataque pode comprometer o aparelho da vítima sem dar nenhum sinal. O grupo também está investigando a vulnerabilidade no sistema Android.

Por enquanto, recomenda-se que os usuários do WhatsApp mantenham seus aplicativos e sistemas operacionais iOS sempre atualizados para receber os patches de segurança assim que estiverem disponíveis.


segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Motorola Edge 70 aparece em suposta imagem oficial vazada

 Uma suposta imagem oficial do Motorola Edge 70 foi divulgada hoje (22) pelo vazador Evan Blass em seu perfil no X, que possui um bom histórico de antecipação de novidades, mostrando alguns detalhes da tela e da traseira do smartphone. O modelo ainda não tem data confirmada para estrear.



Acompanhada da frase “Impossibly thin and incredible touch”, algo como “Impossivelmente fino e toque incrível”, em tradução livre, a renderização traz o futuro lançamento da Motorola na cor verde e com acabamento que aparentemente imita couro. Além disso, há um módulo de câmera retangular e integrado ao painel traseiro.

Especificações mantidas em segredo

Os primeiros rumores sobre o Motorola Edge 70 surgiram pouco tempo após o lançamento do Motorola Edge 60, no primeiro semestre. Desde então, as informações a respeito da nova geração da linha continuam escassas, mas acredita-se que ele manterá especificações similares ao anterior.


Especula-se que o próximo top de linha da Motorola virá com o processador MediaTek Dimensity 7400 ou uma opção equivalente da Qualcomm;

O celular deverá estar disponível em versões com memória RAM a partir de 12 GB, adotando estratégia semelhante à adotada na linha atual;

Rumores sobre as câmeras também já surgiram, apontando para a escolha de um sensor Sony LYTIA 700C de 50 MP como a lente principal do conjunto traseiro;

Ainda na traseira, podem estar presentes um sensor híbrido ultrawide e macro de 50 MP e uma lente telefoto de 10 MP com zoom óptico de 3x, ao lado do flash de LED integrado ao módulo.

Quanto à data de lançamento, especulações chegaram a apontar que a nova geração estreará ainda em setembro, o que significaria pouco mais de cinco meses após a estreia do Edge 60. A mudança seria uma estratégia para concorrer com os lançamentos de Samsung e Apple no período.


sexta-feira, 19 de setembro de 2025

AMD lança Radeon RX 7700 com 16 GB, mas você não deve conseguir comprar

 Sem fazer muito alarde, a AMD anunciou uma nova placa de vídeo para rodar games em Quad HD. A Radeon RX 7700 é um daqueles anúncios inesperados, já que a AMD está em uma geração superior, mas por incrível que pareça esse modelo tem mais memória de vídeo do que a RX 7700 XT.



O novo modelo da fabricante opera com a microarquitetura RDNA 3 por meio do chip Navi 32, com 40 Unidades Computacionais e 2.540 Stream Processors. Para efeito de comparação, a Radeon RX 7700 XT original tem 54 Unidades Computacionais com 3.456 streams, ou seja, uma redução considerável.

Uma das diferenças mais marcantes é certamente na memória de vídeo, pois acompanha 16 GB de VRAM. O modelo utiliza uma interface de 192-bit que resulta em uma velocidade de 19,5 Gbps, ou seja, com uma largura de banda resultante de 624 GB/s — os mesmos valores da Radeon RX 7800 XT.

Disponível só em PCs pré-montados

Por outro lado, a Radeon RX 7700 XT tem somente 12 GB de memória, um ponto até relativamente limitante para rodar games em QHD a muitos FPS. Algo similar ocorreu no lançamento da RTX 3060, que chegou com 12 GB, enquanto sua irmã maior, a RTX 3060 Ti foi lançada com 8 GB e é mais poderosa.

Vale notar que em seu site oficial, a AMD até divulga uma imagem do produto, mas é somente um placeholder e esse modelo não terá versão de referência. Contudo, a AsRock já disponibilizou em sua página oficial a RX 7700 Challenger com uma construção modesta e design dual-slot.


Para quem pensava em colocar as mãos na Radeon RX 7700, essa placa de vídeo estará disponível apenas em PCs pré-montados de lojas como a Cyberpower PC. Como a loja não trabalha com produtos no Brasil, é improvável que essa GPU chegue ao mercado nacional.


sexta-feira, 12 de setembro de 2025

iPhones 14 e 15 terão mais um ano de conectividade via satélite gratuita

 A Apple decidiu estender o acesso gratuito ao serviço de conectividade via satélite para usuários do iPhone 14 e do iPhone 15 por mais um ano. A ampliação foi anunciada na terça-feira (9), durante a apresentação das novas gerações do smartphone, do Apple Watch e do AirPods Pro.




De acordo com a gigante de Cupertino, o período de gratuidade será válido até setembro de 2026 para quem tem esses modelos. Mas para tanto, é necessário ter realizado a ativação da funcionalidade até o dia 9 de setembro, nos países em que a tecnologia está disponível.

Como funciona o SOS de emergência via satélite do iPhone?

Lançada em setembro de 2022 juntamente com o iPhone 14, a conectividade via satélite permite usar o celular mesmo sem um sinal de telefone ou internet disponível, o que pode ser útil em áreas remotas ou sem cobertura. Um dos recursos habilitados é o SOS de emergência.


A funcionalidade ajuda a localizar um satélite e conectar-se a ele, fazendo uma série de perguntas ao usuário, questionando se alguém está ferido e necessita de ajuda;

Em seguida, as respostas são inseridas em uma mensagem de texto enviada para os serviços de emergência mais próximos, solicitando auxílio imediatamente;

Outro dado adicionado à comunicação é a localização de quem está pedindo ajuda, compartilhada por meio do aplicativo Buscar do iPhone;

Também é possível usar o satélite para manter contato com familiares e amigos por meio do iMessage durante caminhadas e acampamentos, enviando e recebendo mensagens de texto, emojis e outros conteúdos.

Há, ainda, a ferramenta de assistência na estrada via satélite, auxiliando motoristas em deslocamento por áreas sem sinal. Vale destacar que a oferta de cada recurso varia de acordo com o país, utilizando a infraestrutura fornecida pela rede da Globalstar.

Versão dedicada aos aventureiros e adeptos de esportes radicais, o recém-lançado Apple Watch Ultra 3 também possui suporte aos serviços via satélite, assim como todos os celulares da marca a partir do iPhone 14.

O serviço será pago?

Desde a estreia da conectividade via satélite no iPhone, há rumores de que a Apple passará a cobrar pelo serviço, em algum momento. No entanto, a gigante da tecnologia não confirmou se e quando isso realmente acontecerá.

Inicialmente, a gratuidade valeria até setembro de 2024, mas o prazo foi estendido duas vezes. Devido à importância da ferramenta, que já ajudou a salvar vidas, não se descarta que o serviço se mantenha como agora, ou seja, sem custos adicionais.


domingo, 7 de setembro de 2025

Quem não escuta argumentos, vai lidar com o desemprego

 Os vídeos do Tallis Gomes e do Guto Galamba viraram o assunto do momento. Já foram esmiuçados de todos os lados, mas, da minha perspectiva, representam um sinal vermelho para a inovação.

Primeiramente, inovar é resolver o que ninguém conseguiu resolver. E se ninguém resolveu até agora, é porque não é trivial. Simples assim. Quando alguém aparece com a solução, precisa mostrar, argumentar, enfrentar resistências. E, do outro lado, os outros precisam ter a humildade de ouvir.


Inovação é como uma obra. Todo mundo sonha com a casa reformada, mas ninguém aguenta a quebradeira. Querem o banheiro novo, mas não a poeira no colchão, o barulho da furadeira às sete da manhã. A inovação é isso: todo mundo quer o resultado, quase ninguém encara o processo.

Até pouco tempo, as mudanças levavam décadas para se consolidar. Hoje, a mudança é diária, sem exagero. Muitos empregos nem existem mais, enquanto novas funções estão pagando os olhos da cara. Não é à toa que os discursos parecem contraditórios: de um lado, muita gente dizendo que emprego está difícil, do outro, empresas implorando por talentos.  


Diante disso, a pergunta não é retórica: se alguém não consegue lidar com um argumento lógico, tipo, “obesidade faz mal”, como vai lidar com esse mundo que muda em tempo real? Qual será a capacidade de empregabilidade de quem não se adapta? E qual será a consequência para uma sociedade inteira, quando milhões não tiverem musculatura cognitiva para acompanhar o ritmo? A tecnologia já anda mais rápido do que o ser humano consegue pensar. O risco é que a fila da obsolescência não seja só de máquinas velhas, mas de pessoas.

Esses vídeos também escancaram a sina de quem ousa inovar: não basta ter uma boa ideia, não basta apresentar argumentos sólidos, não basta provar com números, dados e exemplos. Quem decide colocar algo novo no mundo precisa, antes de tudo, enfrentar um paredão de gente que não quer ouvir, que não suporta mudar, que se agarra a falsas crenças. Inovar, muitas vezes, é mais difícil por causa da mentalidade do que pela falta de recursos.


E, em que pese todo esse cenário, ainda tem a cereja azeda: a seleção do canal FOCO. Se a ideia era confrontar Tallis e Guto Galamba, por que não escolher gente minimamente preparada? Já seria difícil para profissionais treinados encarar os dois, que são oradores experientes. Mas não: preferiram recrutar um elenco no melhor estilo Rei do Camarote, com argumentos sólidos como um isopor. A diferença é que o Rei do Camarote era milionário.  Nos comentários, o veredito foi unânime: quase ninguém conseguiu assistir os vídeos até o fim. Não por falta de interesse, mas por overdose de vergonha alheia.

No fim das contas, o vídeo foi só entretenimento barato. Mas o alerta é sério: o mundo não vai esperar que ninguém entenda a lógica para seguir em frente. A inovação não pede licença, não marca hora e não se adapta ao ritmo da preguiça mental. Quem não se abre para ouvir, refletir e mudar vai descobrir, da pior forma, que não há espaço no futuro para quem ainda vive no passado ou preso a falsas crenças. Porque, goste ou não, quem não escuta argumentos, mais cedo ou mais tarde, vai escutar o som seco do desemprego batendo à porta.