sábado, 29 de agosto de 2026

Tencent anuncia novo modelo de IA de código aberto para tarefas complexas

  A Tencent lançou nesta sexta-feira (28) a versão prévia de um novo modelo de inteligência artificial de código aberto destinado a tarefas complexas para disputar espaço com sistemas de outras empresas chinesas, como a Moonshot AI e a DeepSeek. A ferramenta já está disponível na plataforma Hugging Face.




Denominada Hunyuan Hy4, a novidade possui 770 bilhões de parâmetros, porém aciona “somente” 49 bilhões em cada solicitação de texto recebida, como destacou a desenvolvedora. Já a janela de contexto é superior a 1 milhão de tokens.

“Capacidades excepcionais”

Desenvolvido com dados de treinamento de alta qualidade, o Hy4 Preview gerou bons resultados durante testes internos. Em alguns casos, o desempenho chegou a superar o apresentado por Kimi K3 da Moonshot e GLM 5.3 da Z.ai, além do DeepSeek V4 Pro, modelos chineses que têm se destacado.


Segundo a Tencent, ele foi projetado para aprimorar a produtividade, podendo demonstrar “capacidades excepcionais” em tarefas do mundo real;

A nova IA da gigante chinesa é voltada para atividades como engenharia de software, trabalho de escritório e pesquisa científica;

No primeiro cenário, ela oferece melhorias robustas em compreensão, planejamento, depuração e validação, otimizando a qualidade visual e a experiência de interação no front-end;

Em tarefas de escritório e análise, o modelo demonstra avanços no entendimento de ambientes de trabalho complexos e na verificação de dados financeiros e documentos, facilitando a criação de planilhas e apresentações.

Por outro lado, a Tencent ressaltou que a versão prévia do Hy4 pode mostrar comportamentos indesejados com determinados tipos de tarefas, demorando mais tempo para processá-las, o que deverá ser corrigido na versão final. Ela também planeja integrar o modelo a outros de seus produtos, como CodeBuddy e WorkBuddy.


terça-feira, 25 de agosto de 2026

Da máquina de calcular ao notebook: como os computadores evoluíram em 50 anos

 Imagine precisar de uma sala inteira para acomodar um computador. Ou depender de uma máquina dedicada para realizar tarefas que hoje cabem em um notebook de pouco mais de 1 kg.




Parece distante da realidade, mas esse foi o cenário de uma época em que a computação ainda dava seus primeiros passos. Ao longo das últimas cinco décadas, computadores ficaram menores, mais rápidos, mais acessíveis e passaram a ocupar um espaço cada vez maior na vida cotidiana.


Hoje, um único notebook pode ser usado para estudar, trabalhar, participar de videoconferências, editar fotos e vídeos, jogar, consumir conteúdo e executar aplicações com recursos de inteligência artificial.


Essa transformação não aconteceu de uma hora para outra. Ela acompanha uma história de avanços em processamento, armazenamento, conectividade e mobilidade e a Acer faz parte dela.

Como os computadores mudaram nas últimas cinco décadas

A evolução da computação pode ser observada em diferentes momentos. A cada década, novas tecnologias ajudaram a transformar não apenas o tamanho das máquinas, mas também a maneira como as pessoas interagem com elas.

Década de 1970: computadores ainda distantes do cotidiano

Década de 1980: o computador começa a chegar às casas

Década de 1990: a computação fica mais pessoal e multimídia

Década de 2000: o notebook ganha espaço

Década de 2010: mobilidade e conectividade

Década de 2020: inteligência artificial e ecossistemas integrados

De máquinas enormes a notebooks que cabem na mochila

50 anos de tecnologia acompanhando essa transformação

É justamente nessa história que a Acer completa 50 anos em 2026.


Fundada em 1976 como Multitech, a empresa atravessou diferentes momentos da evolução da computação: passou pelo desenvolvimento e comercialização de tecnologias baseadas em microprocessadores, lançou computadores pessoais, entrou no mercado de notebooks em 1990 e, ao longo das décadas, ampliou sua atuação para diferentes categorias de tecnologia.


Ou seja, a comemoração dos 50 anos não acontece isoladamente. Ela coincide com cinco décadas de mudanças profundas na própria maneira como as pessoas utilizam a tecnologia.


De computadores pessoais aos notebooks, de dispositivos conectados a soluções com inteligência artificial, a trajetória da Acer acompanha uma transformação que continua acontecendo. E, se o computador mudou tanto nas últimas cinco décadas, também mudou a forma como pensamos no espaço ao redor dele.


A experiência vai além do notebook

Hoje, produtividade e entretenimento não dependem apenas do computador. Monitores, teclados, mouses e headsets também fazem parte de uma experiência cada vez mais integrada.


O Acer CB272 P6bipr, por exemplo, pode complementar o notebook com uma tela de 27 polegadas, ampliando o espaço disponível para trabalho, estudo ou entretenimento.

Do computador que ocupava uma sala ao setup que cabe no dia a dia

Em 50 anos, a computação passou por uma transformação que vai muito além da redução de tamanho. Processadores ficaram mais eficientes, dispositivos ganharam mobilidade, conexões ficaram mais rápidas e recursos de inteligência artificial começaram a fazer parte da experiência.


Mais importante ainda: o computador deixou de ser uma ferramenta utilizada apenas em momentos específicos e passou a acompanhar praticamente todos os aspectos da rotina digital.


A Acer completa 50 anos justamente nesse contexto. Sua trajetória começou em 1976, quando a computação ainda estava longe de ser tão acessível quanto é hoje, e atravessou diferentes gerações de tecnologia até chegar aos computadores conectados e preparados para inteligência artificial.


A campanha de 50 anos da Acer celebra essa história olhando também para o futuro: para equipamentos pensados para estudar, trabalhar, criar, jogar e acompanhar as novas formas de interação com a tecnologia.


Para quem está pensando em atualizar o computador, montar um novo setup ou simplesmente conhecer o que a tecnologia atual oferece, a Acer Store reúne notebooks, monitores e acessórios para diferentes perfis de uso.


Quer acompanhar os próximos capítulos dessa evolução? Acesse o site da Acer Store e descubra as soluções que fazem parte dos 50 anos da Acer.


segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Chips Nova Lake da Intel chegarão primeiro nos desktops

 A Intel revelou uma importante estratégia associada à sua nova geração de processadores Nova Lake. Esses chips vão chegar primeiro ao mundo dos computadores domésticos e só depois estarão disponíveis em máquinas corporativas para data centers. O movimento alfineta diretamente a fórmula usada pela sua principal rival, a AMD.



A novidade foi anunciada pelo vice-presidente e gerente geral da divisão de negócios para entusiastas, Robert Hallock, em uma entrevista ao site Tom’s Hardware. Na ocasião, o executivo explicou brevemente sobre a mudança.

É interessante comentar que isso vai na direção totalmente oposta à que a AMD irá no futuro. O time vermelho quebrará uma tradição de dez anos ao lançar a arquitetura de chips Zen 6 primeiro nos data centers e só depois nos produtos para o consumidor comum. Nos anos anteriores, a prática foi ao contrário.

Vale notar que a AMD tem um tipo de trunfo nesse quesito, pois trabalha com o sistema de chips através de chiplets. Isso significa que a empresa pode flutuar mais facilmente em suas inovações e prepará-las “rapidamente” para data centers ou PCs comuns. A Intel parece um pouco mais engessada nesse sentido.


Intel tem planejamento para até 2030

Embora não tenha fornecido tantas novidades a respeito dos chips Nova Lake, Hallock aponta que a Intel possui um calendário de lançamentos sólido. “Temos todos os novos processadores até 2030. Temos um fluxo constante de lançamentos de produtos para gamers e para desktops, desenvolvidos para esse propósito”, aponta.

Por falar na linha gamer, o VP do time azul aponta que a empresa está acelerando o mercado para o segmento gamer e indica que a cadência de lançamentos é a mais rápida que a companhia já teve. Apesar disso, a Intel enfrenta uma desconfiança do público gamer frente aos seus chips modernos.


Com os lançamentos dos chips Arrow Lake nos últimos anos, a recepção dos jogadores não foi a melhor. Os modelos de “15ª geração” da empresa apresentaram ganhos válidos em tarefas complexas, como uso profissional, mas ficaram até mesmo abaixo da 14ª geração Raptor Lake nos jogos.


quinta-feira, 13 de agosto de 2026

'Instagzam': novo logo do Instagram vira meme na internet

 A mudança no estilo da escrita do nome da rede social gerou críticas e também brincadeiras com a formação de novas palavras.

O Instagram revelou um novo logo nesta quinta-feira (13), trocando o estilo do texto do nome da plataforma que aparece na parte superior do site e também do aplicativo. Trata-se da primeira mudança da marca em dez anos, como ressaltou o chefe da rede social, Adam Mosseri.


“Mais limpo e moderno, com referências ao original e à simplicidade e o cuidado artesanal que sempre definiram o Instagram”, escreveu o executivo em seu perfil oficial. Citando o tempo que se passou desde a última mudança, ele disse que “era hora de atualizar” o logotipo de texto.

Mudança divide opiniões

Deixando de lado a tipografia cursiva e mais limpa adotada até então, que possibilitava reconhecer a palavra sem maiores dificuldades, a nova versão não ficou tão legível como a antecessora. Algumas letras receberam um design diferenciado, permitindo formar várias palavras, dependendo do olhar.


As mudanças são notadas principalmente nas letras “g” e “r”, alterações que dividiram opiniões nos comentários da publicação feita pelo executivo;

Para alguns seguidores de Mosseri, o novo estilo do texto parece formar a palavra “Instagzam”, e alguns até questionaram se a plataforma havia mudado de nome;

Outros disseram ter visualizado palavras como “Instazam" e “Irvstagzam” ao se depararem com a nova versão;

“Quem quer que tenha pago US$ 1 milhão para refazer seu logotipo, por favor peça um reembolso”, brincou um dos internautas.


quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Disney+ vai exibir vídeos curtos do TikTok após acordo entre as empresas

 A Disney anunciou nesta quarta-feira (5) que não desistiu de trazer mais conteúdos verticais curtos para o Disney+. Para tornar isso possível, a empresa estabeleceu uma nova parceria com o TikTok, que vai fornecer conteúdos selecionados que vão ser exibidos diretamente no streaming.



Em contrapartida, criadores da plataforma de mídia social vão ter a oportunidade de ter acesso a itens exclusivos da criadora de Mickey. O acordo é semelhante àquele que a corporação havia feito com a OpenAI, antes de a plataforma de vídeos criados por inteligência artificial generativa Sora ser fechada.

Segundo as empresas envolvidas no negócio, somente um grupo selecionado de criadores do TikTok vai ter acesso a vídeos, fotos e outros elementos ligados a personagens da Disney. Os vídeos curtos e verticais criados com esses itens vão passar por uma curadoria e, posteriormente, devem receber destaque no streaming por assinatura.


As companhias afirmam que os melhores criadores vão “destravar recompensas especiais e maior visibilidade”;

Elas também prometem parcerias que vão recompensar essas pessoas com mais caminhos para o desenvolvimento de suas carreiras;

A parceria entre Disney+ e TikTok vai começar nos Estados Unidos em questão de poucos meses;

Após os testes iniciais, a expectativa é que o programa vai se espalhar rapidamente por outros países nos quais os dois serviços estão disponíveis;

Segundo o chefe de marketing e marcas da Disney, Asad Ayaz, a parceira foi criada reconhecendo o fato de que os fãs muitas vezes são as pessoas mais capazes de contar novas histórias.

“Essa colaboração cria uma nova ponte entre as histórias que contamos e a criatividade que elas inspiram, dando a criadores um palco maior para compartilhar o que fizeram, e oferecendo ao público mais formas de descobertas pelo Disney+ a cada dia”, explicou o executivo em um comunicado à imprensa.

Disney quer fortalecer sua oferta de vídeos verticais

Com a parceira com o TikTok, a Disney quer fortalecer o lançamento de vídeos em formato vertical, que podem ser encontrados no Disney+ desde março deste ano através do formato Verts. O lançamento foi marcado por versões editadas de conteúdos de legado da companhia, incluindo séries como Homem-Aranha, Vingadores e Alien.

Já na época, a corporação havia adiantado que estava aberta a colaborações externas e a trabalhar com criadores de conteúdo selecionados. O objetivo é aumentar métricas de engajamento, bem como conquistar a boa vontade de um público acostumado com vídeos curtos, muitos deles baseados em trends.

Ao comentar a parceria, o TikTok afirmou que os criadores e os fãs são muito importantes no cenário do entretenimento atual. Afinal, eles ajudam a estender as conversas sobre filmes e séries atuais, podendo inclusive colaborar muito para o fracasso ou sucesso de grandes produções.


segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Cibercriminosos usam GitHub para controlar ataques e burlar Windows Defender

 Uma investigação conduzida pelo Adversary Pursuit Group (APG), divisão de inteligência da empresa de segurança Blackpoint Cyber, revelou uma nova cadeia de ataques cibernéticos que utiliza um framework de carregamento de código batizado de “HollowFrame”. A ameaça emprega arquivos modificados para ocultar a execução de rotinas maliciosas e utiliza repositórios na nuvem para comandar os equipamentos infectados de forma discreta.




A intrusão, documentada em um relatório publicado em 30 de julho pelos pesquisadores Nevan Beal e Sam Decker, teve como alvo inicial estações de trabalho em um escritório de advocacia. O ataque destacou-se pela fragmentação das etapas operacionais, o que dificulta a identificação por ferramentas tradicionais de monitoramento ao espalhar as ações entre diferentes arquivos de sistema e serviços corporativos.

Do phishing à neutralização de defesas

O vetor inicial consistiu no envio de e-mails de engenharia social direcionados a funcionários específicos. A mensagem continha um link malicioso que redirecionava o alvo para uma página de download hospedada na plataforma Mega, disponibilizando um arquivo compactado protegido por senha.

Dentro do pacote estava um atalho do Windows disfarçado de documento. Ao ser executado, o elemento acionava comandos em ferramentas nativas e legítimas do sistema operacional para decodificar e descarregar sequências de instruções ocultas diretamente na memória RAM.

Antes mesmo de qualquer arquivo malicioso principal ser transferido para a máquina, os invasores executavam um comando crítico para garantir o sucesso da operação. O script elevava os privilégios do processo e inseria exclusões manuais nas configurações do Microsoft Defender, ordenando que o antivírus ignorasse tanto a pasta temporária de trabalho quanto o processo do interpretador de comandos utilizado pelos criminosos.


“Os atores efetivamente prepararam uma via de execução de aparência confiável antes de introduzir o carregador”, destacaram os pesquisadores, em análise técnica divulgada pela Blackpoint Cyber.

O interpretador Python adulterado

Com a varredura de segurança neutralizada, o script descarregava um arquivo compactado estruturado para se parecer com uma distribuição oficial do Python. No entanto, o pacote continha uma alteração estrutural: a biblioteca padrão do interpretador havia sido substituída por um componente desenvolvido externamente que servia apenas para satisfazer as exigências de importação do processo legítimo e transferir o controle para o código malicioso, conhecido como HollowFrame.


O HollowFrame atua como um carregador modular versátil. Ele é capaz de executar cargas secundárias utilizando técnicas avançadas em memória, o que permite que a mesma ameaça altere assinaturas e comportamentos dependendo do equipamento infectado.

O malware também realiza checagens preliminares para verificar se está sendo executado em um ambiente monitorado de análise. São avaliadas métricas como o tempo de atividade do sistema e a movimentação de periféricos.


Para manter o acesso prolongado à rede comprometida, o HollowFrame implantava uma segunda camada de ferramentas baseadas em Rust, rastreadas sob a família Matryoshka. Os pesquisadores identificaram duas variantes distintas com funções complementares: uma focada em conexões diretas via HTTP herdando a reputação de processos legítimos do sistema; e outra que utilizava diretamente a infraestrutura da API do GitHub para ler comandos, publicar relatórios de estado e transferir arquivos de reconhecimento da rede interna.

“A campanha demonstrou um esforço deliberado para mover a execução maliciosa através de componentes cada vez mais confiáveis, obscurecendo a relação entre a ação inicial do usuário e a capacidade final de acesso remoto”, escreveram os especialistas.


Recomendações de defesa

A Blackpoint Cyber alertou que abordagens tradicionais baseadas em alertas isolados falham contra campanhas desse nível, uma vez que nenhum componente individual revela a infecção por si só.

Para mitigar riscos, os especialistas da empresa recomendam monitorar tráfego atípico direcionado a APIs de desenvolvimento originado de processos que não sejam navegadores web, auditar diretórios de bibliotecas dinâmicas e manter rigor sobre exclusões aplicadas em soluções de endpoint.


Até o momento do relatório, plataformas como o GitHub e o Mega não emitiram posicionamentos formais específicos sobre o uso abusivo de suas infraestruturas nesta campanha.