segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Criminosos usam IA para criar malware que rouba dados de pagamentos por NFC

 Pesquisadores de segurança cibernética da ESET descobriram cibercriminosos que estão usando malware gerado por IA para interceptar pagamentos feitos por meio de dispositivos habilitados para Near Field Communication (NFC).




O malware é capaz de retransmitir dados sensíveis de cartões – como número, senha e código de segurança, realizar compras online e até mesmo permitir saques em caixas eletrônicos.

Criminosos diversificam frentes de ataque com IA

Esse novo formato de ataque evidencia que os criminosos não estão usando Inteligência Artificial apenas para o óbvio, como o desenvolvimento de ransomware, mas expandindo os horizontes para diversificar as frentes de ataque.


Embora ransomwares baseados em IA, como o PromptLock, já tenham demonstrado como os sistemas podem ser verificados, bloqueados ou ter seus dados destruídos, os criminosos agora estão indo um passo além.

Ao aproveitar a Inteligência Artificial Generativa (GenAI), os hackers estão criando softwares maliciosos projetados especificamente para cometer fraudes financeiras, visando sistemas de pagamento digital dos quais muitas pessoas dependem diariamente.

PromptLock: o primeiro ransomware com IA generativa

Não é incomum que cibercriminosos usem inteligência artificial e a técnica de "vibe coding" para desenvolver ataques digitais mais sofisticados.

O primeiro ransomware conhecido a usar IA generativa, batizado de PromptLock, emprega um modelo de linguagem de código aberto para gerar scripts em tempo real na linguagem Lua, adaptando-se automaticamente a sistemas Windows, Linux ou macOS e decidindo de forma autônoma se deve criptografar ou roubar dados conforme a estratégia mais vantajosa configurada pelos invasores.


Embora ainda seja considerado uma prova de conceito, especialistas alertam que essa combinação de IA com ransomware representa uma tendência perigosa que deve evoluir para ataques ainda mais complexos e difíceis de detectar no futuro próximo.

Como se proteger contra ameaças baseadas em IA

Dado o crescente uso indevido da GenAI, as equipes de resposta a incidentes e segurança cibernética devem começar a tomar medidas proativas para se defender contra essas ameaças em evolução.


As medidas básicas de segurança continuam sendo as defesas mais eficazes. Isso inclui manter os sistemas operacionais e aplicativos totalmente atualizados, garantir que os navegadores tenham as correções de segurança mais recentes, implantar soluções de proteção de endpoint confiáveis e executar varreduras automatizadas do sistema regularmente para detectar atividades suspeitas antecipadamente.


quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Youtuber faz 'boneca russa' e instala um Windows dentro de outro Windows

 O que acontece quando praticamente todas as versões do Windows são instaladas uma dentro da outra? Essa foi a pergunta que motivou um experimento curioso do canal do YouTube 1155 do ET, que decidiu documentar todo o processo em um vídeo publicado em 27 de novembro.



No teste, o criador de conteúdo empilhou nada menos que nove versões do sistema operacional da Microsoft, criando uma espécie de boneca russa digital — ou uma versão tecnológica do filme A Origem. 

O Windows 11 serviu como base, enquanto as máquinas virtuais incluíram o Windows 10, Windows 8, Windows 7, Windows Vista, Windows XP, Windows 2000, Windows 98, Windows 95 e até o clássico Windows 3.1.

Todo esse emaranhado de sistemas operacionais foi executado em um computador relativamente robusto: processador Intel Dual Xeon (dois Xeon 2670 V3), totalizando 24 núcleos e 48 threads, 64 GB de memória RAM em Quad Channel, placa de vídeo Nvidia 8600 GT para saída de vídeo e um SSD SATA de 480 GB. Ainda assim, o armazenamento acabou se tornando um dos principais gargalos do experimento.

O processo de instalação

O primeiro plano foi o mais óbvio: instalar um Windows dentro do outro, começando pelo mais recente e avançando rumo às versões mais antigas. No entanto, o youtuber rapidamente percebeu que esse método tornaria o processo praticamente inviável — afinal, quanto mais profunda a camada, mais lento seria o processo.


A solução encontrada foi a instalação paralela. Todas as versões do Windows foram configuradas separadamente em máquinas virtuais dentro do Windows 11 e, só depois, organizadas na estrutura final esperada. Para isso, o ET utilizou o VMware Workstation, uma das ferramentas de virtualização mais populares do mercado, além de scripts de instalação automática para acelerar o procedimento — ainda que o processo completo tenha consumido bastante tempo.

Com todas as instalações rodando em paralelo, surgiu uma espécie de “competição” para ver qual sistema concluiria primeiro. O Windows 8 surpreendeu ao finalizar mais rapidamente, seguido pelo Windows 10. Já o Windows XP e o Windows 2000, apesar de bem mais leves no papel, levaram consideravelmente mais tempo para concluir suas configurações.


Os gargalos óbvios

Executar uma máquina virtual já exige bastante poder computacional; rodar uma máquina virtual dentro de outra, então, amplifica drasticamente esse custo. As limitações começaram a ficar evidentes a partir do Windows 7, que ocupava a chamada “terceira camada” de virtualização.

Nesse ponto, o experimento escancarou suas consequências: lentidão extrema, uso de CPU ultrapassando 100% e a incapacidade de rodar até programas simples, como o tradicional jogo Paciência. A partir daí, tornou-se inviável executar novas máquinas virtuais, mesmo sistemas antigos que, isoladamente, rodariam sem grandes dificuldades.


O próprio ET reconheceu que o teste tinha grandes chances de falhar, mas reforçou que essa possibilidade fazia parte da proposta. O criador prometeu novos experimentos igualmente inusitados no futuro, o que deve manter a curiosidade de quem se interessa por limites técnicos e experiências pouco convencionais.


sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

YouTube agora “esconde” botão de dislike nos Shorts em novo teste; entenda a mudança

 O YouTube começou a testar uma mudança importante na forma como lida com o feedback negativo dos usuários. A alteração ocorre nos vídeos curtos do Shorts, e agora a plataforma resolveu esconder o botão de dislike, que também pode aparecer como a opção “Não estou interessado” para certos usuários.



Em outras palavras, ficou mais trabalhoso apontar para o YouTube Shorts que você não curtiu um vídeo. Oficialmente, a ideia é deixar a interface da plataforma mais limpa, mas em tempos de navegação acelerada, adicionar um clique a mais para o usuário dar seu feedback pode ser uma mudança confusa e talvez ineficaz.

YouTube quer o feedback dos usuários

Vale notar que o motivo central por trás dessa alteração ocorre porque o YouTube percebeu que as pessoas usam os dois botões para a mesma finalidade. Tanto o dislike quanto o “Não estou interessado” eram utilizados para limpar o feed, e por isso foram unificados como uma única opção nesta atualização mais recente.

No passado, o dislike oferecia um feedback sobre a qualidade ou conteúdo do vídeo. Por outro lado, o “Não estou interessado” era um comando para o algoritmo parar de te mostrar vídeos parecidos.


É importante reiterar que essa mudança é apenas um teste, e aparecerá somente para um grupo de usuários. Isso também não significa que a alteração será permanente, e dependendo do retorno dos usuários, pode ser removida da plataforma no futuro.


sábado, 13 de dezembro de 2025

Brasileiro faz 'gambiarra' e produz antena caseira de 4G

 A improvisação de um morador de Vila Velha, viralizou depois que ele resolveu construir uma antena caseira para não ficar sem sinal 4G. Felipe Fernandes recorreu a arame, um suporte improvisado e alguma engenhosidade para montar o equipamento. A solução, apesar de simples, funcionou imediatamente quando o celular foi encaixado.



O vídeo registrando a criação rapidamente se espalhou pelas redes sociais. A cena chamou atenção pela mistura de criatividade e desespero cotidiano diante da instabilidade do sinal de internet. A antena improvisada ativou o 4G na hora, o que impulsionou ainda mais o alcance do conteúdo.


A repercussão trouxe uma enxurrada de comentários irônicos, reforçando o folclore da chamada “gambiarra brasileira”. Usuários brincaram chamando o autor de “aluno mais fraco do Senai”, sugerindo que ele poderia “sumir de repente” por mexer com sinal, e até comparando sua invenção com tecnologias de ponta, como a Starlink.



sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Como a Netflix vai pagar pela compra da Warner Bros?

 O mercado se agitou nesta sexta-feira (5) com o anúncio da compra da Warner Bros pela Netflix, que custará um total de US$ 82,7 bilhões, o equivalente a R$ 441 bilhões pela cotação do dia. O negócio gerou diversas dúvidas, e uma das principais é sobre como a gigante do streaming vai pagar pela sua mais recente aquisição.



A resposta está em um empréstimo de US$ 59 bilhões, ou R$ 315 bilhões na conversão direta, de acordo com a Bloomberg. Trata-se de um dos maiores financiamentos do tipo realizados até o momento, opção que já foi utilizada em outros grandes negócios, como a compra do Twitter por Elon Musk em 2022.

Bancos financiam a compra da Warner Bros pela Netflix

Segundo a reportagem, a modalidade escolhida pela empresa foi o empréstimo ponte, uma solução de crédito de curto prazo utilizada até que uma opção de longo prazo ou com melhores condições de pagamento seja disponibilizada. Posteriormente, ele pode ser substituído por alternativas como títulos corporativos.

Nesse tipo de financiamento, um banco ou um pequeno grupo de instituições financeiras fornece a quantia inicial necessária para o negócio;

Depois desse primeiro momento, outros bancos se juntam à operação, o que possibilita distribuir o risco entre eles;

Geralmente, isso ocorre quando a aquisição é anunciada publicamente, lembrando que o negócio ainda precisa ser aprovado, o que pode demorar meses;

O empréstimo feito pela Netflix para comprar a Warner Bros foi disponibilizado por um grupo de instituições financeiras que inclui Wells Fargo, BNP Paribas e HSBC.

Ainda de acordo com a reportagem, o maior empréstimo ponte já registrado foi de US$ 75 bilhões, pouco mais de R$ 400 bilhões pela cotação atual. O financiamento em questão foi obtido pela Anheuser-Busch InBev para a compra da SABMiller, em 2015, se tornando a maior cervejaria do mundo.


sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Saiba como descobrir se o seu IP está comprometido por botnets

 Uma empresa de cibersegurança lançou uma nova ferramenta para quem se preocupa muito com a segurança online. O GreyNoise IP Check permite que usuários verifiquem se seus endereços de IP foram vazados em campanhas de escaneamento de dados.



O IP é um endereço numérico que identifica e permite a comunicação entre dispositivos conectados a uma rede, como a internet. Ele é quase um CPF de cada aparelho, que permite que os dispositivos mandem e recebam dados corretamente.



Três resultados possíveis para a pesquisa

A ferramenta indica três resultados possíveis: limpo, malicioso/suspeito, ou Serviço Comercial Comum. A primeira opção significa que não há nenhuma atividade maliciosa de varredura detectada. Se o resultado for “malicioso”, o IP registrou comportamento de varredura e é melhor o usuário investigar os dispositivos ligados à sua rede.


A última opção, de Serviço Comercial Comum, significa que o IP pertence a uma VPN, rede corporativa ou provedor de nuvem – ambientes onde a varredura é normal.

Se seus resultados mostrarem 'Malicioso/Suspeito', é uma boa ideia investigar, principalmente executando varreduras de malware em todos os dispositivos na mesma rede, e focando em dispositivos como roteadores e smart TVs.


A GreyNoise Labs, empresa criadora da ferramenta, recomenda atualizar os dispositivos para o firmware mais recente disponível, mudar credenciais de administrador e desabilitar recursos de acesso remoto se não forem necessários.

Para usuários mais técnicos, a companhia também fornece uma API JSON sem autenticação e sem limite de taxa, acessível via curl, que pode ser integrada em scripts ou sistemas de verificação.


Popularização da internet aumenta riscos

A ferramenta surge num contexto no qual redes de proxy residenciais explodiram e têm transformado conexões domésticas em pontos de saída para o tráfego de outras pessoas, explica a GreyNoise.  

A empresa afirma que às vezes, as pessoas instalam conscientemente software que faz isso em troca de alguns dólares, mas mais frequentemente, malware se infiltra nos dispositivos através de aplicativos ou extensões de navegador maliciosos.


O desafio com o comprometimento de IPs residenciais é que ele é invisível para as pessoas afetadas. Sua internet continua funcionando normalmente, o streaming não trava, mas em segundo plano, seu roteador pode estar participando de varreduras de vulnerabilidades ou ataques de força bruta contra servidores ao redor do mundo.


segunda-feira, 24 de novembro de 2025

AMD deve aumentar preço de suas GPUs graças a crise de chips

 Depois de Xiaomi e Asus, a AMD pode ser mais uma empresa a comunicar o aumento no preço dos produtos para os próximos meses. O motivo por trás do reajuste tem relação direta com o encarecimento na compra de chips de memória DRAM, que beiram uma crise na indústria, e os consumidores vão pagar mais caro pelas placas de vídeo Radeon.



Segundo informações do UDN, a AMD já teria notificado seus parceiros ao redor do globo sobre o aumento desses preços, que deve subir em torno de 10%. Vale notar que esse deve ser um aumento global, e ao afetar o Brasil, a placa gráfica mais barata da empresa, a Radeon RX 9060 XT de 8 GB, pode saltar da média dos R$ 2.200 para pouco mais de R$ 2.400.

Claro, essa é uma projeção simples que desconsidera outros fatores, como as movimentações do varejo. Dada a crise dos chips de memória e a alta demanda pelos produtos, também não seria surpreendente ver as lojas inflarem um pouco o preço sugerido dessas peças.

Por enquanto, as informações mais contundentes indicam que somente a AMD aumentará seus preços. No entanto, deve ser somente questão de tempo até que Nvidia e Intel também notifiquem seus parceiros sobre eventuais reajustes para conseguirem manter sua taxa de lucros sólida.

O que motiva essa nova crise de chips?

Especulada há meses, a indústria está prestes a presenciar uma forte crise na fabricação de chips de memória DRAM, que correspondem aos módulos RAM e VRAM usados em diversos eletrônicos. Marcas como a Samsung já aumentaram em 60% a fabricação desses chips, e os fabricantes que usam a tecnologia irão repassar esses gastos ao valor final dos produtos.

O aumento no preço de chips DRAM tem relação direta com a crescente demanda por mais módulos para alimentar servidores para IA;

Esses estruturas demandam muitos chips, e a quantidade de fabricação atual não suporta atender o mercado consumidor e grandes clientes;

A ideia da Samsung, por exemplo, foi de aumentar o preço dos chips por conta da gigantesca demanda, e assim obter mais lucros;

Outra possibilidade dessas companhias era expandir sua fabricação, mas isso já parece ter sido descartado;

Com a demanda alta pelos chips, oferta mais escassa e preços reajustados para cima, a tendência lógica é de mais uma grande crise no mercado;

O segmento de computadores será diretamente afetado, e a Asus já projeta produtos mais caros em breve;


sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Laboratório de pesquisa da IBM no Brasil será fechado


 A IBM decidiu encerrar as atividades do seu laboratório de pesquisa no Brasil que funciona há 14 anos, conforme revelou o g1 na quinta-feira (20). A medida, que deve afetar em torno de 100 funcionários, foi informada pela big tech aos contratados esta semana, por meio de carta.


Com unidades em São Paulo (SP) e no Rio de Janeiro (RJ), o empreendimento tem como foco as soluções de inteligência artificial, além de projetos em computação quântica e computação na nuvem. Os contratos dos pesquisadores que atuam nessas instalações serão encerrados no dia 18 de dezembro.


O que motivou o fechamento do laboratório da IBM?

Funcionários entrevistados pela reportagem disseram que a gigante da tecnologia não detalhou os motivos do encerramento do trabalho nessas unidades de pesquisa brasileiras. Eles sabem apenas que a decisão partiu da matriz da companhia, nos Estados Unidos.


Os pesquisadores descartaram razões relacionadas a uma eventual má performance da instituição nos projetos desenvolvidos por lá;

Segundo um dos contratados, que falou sob a condição de anonimato, o laboratório brasileiro da IBM apresentava resultados compatíveis com os de outras unidades globais e situação financeira estável;

A empresa também não comentou diretamente a decisão nem se pronunciou a respeito da situação dos contratados;

Ela disse que continua comprometida com a inovação e o atendimento de clientes no mercado nacional, mantendo as pesquisas em locais onde já possui operações

Inaugurado em 2010, o laboratório brasileiro integrava uma premiada rede de pesquisas com instalações na Europa, África, Ásia e América do Norte. Entre os trabalhos da unidade, vale destacar o projeto Yegatu Digital, que utilizou IA para levar a escrita de uma das línguas dos povos indígenas do país para o ambiente online.


domingo, 9 de novembro de 2025

8 filmes que deveriam começar grandes franquias, mas falharam miseravelmente

 Com elencos de peso, efeitos especiais grandiosos e ambições de se tornarem o próximo Harry Potter ou Vingadores, esses projetos são desenhados para durar anos. Mas nem sempre a magia acontece.



Muitos desses longas naufragaram logo na estreia, deixando estúdios no prejuízo e fãs sem respostas. Alguns foram vítimas de roteiros fracos, outros de estratégias equivocadas de marketing ou de críticas destrutivas. O resultado? Franquias promissoras que morreram antes mesmo de começar.

8. John Carter (2012)

7. A Bússola de Ouro (2007)

6. City of Ember – A Cidade das Sombras (2008)

5. A Múmia (2017)

4. Eragon (2006)

3. O Último Mestre do Ar (2010)

2. Valerian e a Cidade dos Mil Planetas (2017)

1. Jumper (2008)


segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Samsung terá megafábrica de IA com 50 mil GPUs da Nvidia

 Nos últimos dias, a Samsung revelou planos para a criação de uma megafábrica voltada para inteligência artificial e não estará sozinha nessa empreitada. A gigante dos Galaxy firmou uma parceria com a Nvidia, e irá comprar e implantar cerca de 50 mil aceleradores de IA no projeto.

O objetivo da gigante sul-coreana é utilizar a IA, impulsionada pelas GPUs da Nvidia, para melhorar significativamente a fabricação de chips para dispositivos móveis e robôs. A parceria ocorreu de maneira bem amigável, e o CEO da Nvidia, Jensen Huang, teria sido visto confraternizando com o CEO da Samsung, Lee Jae-yong.



Informações detalhadas sobre essa parceria ou a megafábrica de IA não foram reveladas. Contudo, a Nvidia deve auxiliar diretamente a Samsung na melhoria dos seus processos de fabricação. Dessa forma, há uma expectativa para um aumento de desempenho de 20 vezes para a empresa asiática.

Vale notar que Samsung e Nvidia não são empresas estranhas no sentido de parcerias. A fabricante de celulares também desenvolve chips de memórias HBM, de suma importância para os aceleradores de IA da Nvidia, e ambas vão trabalhar juntas no ajuste das futuras memórias HMB4, que devem favorecer o time verde.

Nvidia bateu US$ trilhões com diversos acordos

O anúncio da parceria com a Samsung é somente mais um no radar da Nvidia nos últimos meses. A empresa se consolidou como a principal expoente no ramo de inteligência artificial, não pela produção de softwares, mas pelo comportamento voraz em costurar acordos para vender seus aceleradores.

Aliás, acordos recentes fizeram a companhia bater US$ 5 trilhões em valor de mercado, e se distanciou ainda mais da Apple e Microsoft;

Com esse número, a empresa de Jensen Huang é a primeira a bater essa marca;

Um dos grandes anúncios foi o investimento para construir sete supercomputadores destinados o governo dos EUA;

O time verde explicou que com as vendas dos aceleradores Blackwell, deve obter um retorno de mais de US$ 500 bilhões (R$ 2,6 trilhões);

A empresa firmou um acordo para investir US$ 1 trilhão na Nokia, com objetivo de acelerar o desenvolvimento de redes 6G;

O time verde também confirmou que investiria mais de US$ 100 bilhões na OpenAI, empresa com maior prestígio em chatbots de IA;

Antes, a companhia também havia revelado um acordo estratégico para desenvolver chips para data centers e uso doméstico com a Intel.

Ainda não há um prazo para o funcionamento da megafábrica de IA da Samsung começar a funcionar. Porém, ambas as partes não devem querer esperar muito, principalmente para continuarem captando inúmeros investimentos com a contínua expansão pela demanda de inteligência artificial.


sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Android bloqueia 10 bilhões de chamadas e mensagens fraudulentas por mês

 As ferramentas de defesa contra fraudes incorporadas ao Android têm permitido bloquear mais de 10 bilhões de chamadas e mensagens maliciosas por mês, protegendo usuários em todo o mundo. A informação está em um relatório de cibersegurança divulgado pelo Google na quinta-feira (30).




Conforme a gigante das buscas, os recursos de segurança aprimorados por inteligência artificial também bloquearam mais de 100 milhões de números suspeitos somente em setembro. A ação impediu que eles usassem o padrão Rich Communication Services (RCS) de mensagens, evitando possíveis golpes antes do envio via SMS.

Principais tipos de golpes e como são combatidos

Mensagens divulgando supostas vagas de emprego representam o golpe mais prevalente no Android, globalmente, segundo a big tech. Também estão em alta as fraudes com falsas cobranças, esquemas de investimento, entregas de compras online, falsificação de documentos, romance e suporte técnico.


No Brasil, as mensagens fraudulentas envolvem, principalmente, temas como ofertas de prêmios e presentes que não existem, criptomoedas e investimentos e falsificação de identidade financeira;

O Google diz, ainda, que os golpistas têm usado cada vez mais mensagens com formato de chat em grupo, incluindo participações de comparsas para tentar validar a conversa;

Grande parte delas induzem um falso senso de urgência, para fazer com que a vítima aja rapidamente, clicando em links maliciosos e realizando outras solicitações;

Alguns golpes incluem dados pessoais disponíveis publicamente ou obtidos por meio de vazamentos, aumentando a eficácia.

Entre as ações mais recentes para combater fraudes, o Android passou a usar IA para filtrar automaticamente os spams conhecidos, movendo-os para a pasta de spams e bloqueados no Google Mensagens. No início de outubro, a plataforma ganhou novas proteções, como os links mais seguros.

Com esse recurso, o app impede que o usuário acesse um site fraudulento ao clicar em links maliciosos se suspeitar que a mensagem é spam, alertando-o. O serviço também recebeu uma ferramenta capaz de identificar contatos confiáveis, protegendo a conta de imitadores.

Android ou iOS: qual é o mais seguro?

Os usuários do Android recebem uma menor quantidade de mensagens de texto fraudulentas e se sentem mais confiantes em relação à segurança do sistema do que quem utiliza o iOS, como aponta o relatório. Os dados fazem parte de uma pesquisa com 5 mil pessoas nos Estados Unidos, Brasil e Índia.


sexta-feira, 24 de outubro de 2025

A história do Tamagotchi, bichinho virtual que foi uma febre global

 O Japão foi responsável por um dos grandes fenômenos no setor de brinquedos digitais do final da década de 1990. Foram os Tamagotchis, ou bichinhos virtuais, pequenos dispositivos que fizeram crianças de todo o mundo ter novas responsabilidades e até o primeiro contato com sentimentos de perda.




Essa febre chegou também ao Brasil e durou menos do que muita gente imagina, mas deixa saudades em quem viveu o auge. Além disso, ele segue como o passatempo ou coleção de muita gente até hoje.

O Japão foi responsável por um dos grandes fenômenos no setor de brinquedos digitais do final da década de 1990. Foram os Tamagotchis, ou bichinhos virtuais, pequenos dispositivos que fizeram crianças de todo o mundo ter novas responsabilidades e até o primeiro contato com sentimentos de perda.


Essa febre chegou também ao Brasil e durou menos do que muita gente imagina, mas deixa saudades em quem viveu o auge. Além disso, ele segue como o passatempo ou coleção de muita gente até hoje.

Duas pessoas foram essenciais nessa história. Akihiro Yokoi trabalhou por anos em uma empresa do setor de brinquedos e resolveu abrir um empreendimento próprio na área, a WiZ. Ele  teve a ideia de criar um "bichinho de estimação portátil" para crianças não só se divertirem, mas entenderem que essa atividade demanda atenção e tarefas como higiene e alimentação.


Já Aki Maita trabalhava na Bandai desde 1990 em vendas e marketing. Ela aprovou o projeto de Akihiro e por anos foi o principal rosto por trás da marca, aparecendo em entrevistas e peças publicitárias.

Ao criar o primeiro modelo, a Bandai vendeu o produto como "um pequeno animal do ciberespaço que precisa do seu amor para sobreviver e crescer". O design original era bem simples: uma criatura em forma de bolha exibida em uma tela LCD monocromática de baixa resolução com três botões físicos, uma bateria simples e um cordão para prender ele em um zíper, corrente ou chaveiro.

O Tamagotchi é um jogo interativo em que a criatura evolui de acordo com o cuidado que recebe do dono humano. Começando como um ovo, o animal muda de forma ao ter pedidos atendidos, como brincar, ser alimentado ou limpar as necessidades

Se tudo correr como o planejado, ele vira adulto. Se ele for ignorado por muito tempo ou atingir uma determinada idade, ele morre, assim como pets de verdade. Em algumas versões iniciais fora do Japão, esse final foi trocado: o animal na verdade era um extraterrestre que só estava voltando pro seu planeta natal.


A ideia inicial era que ele fosse um relógio de pulso - daí o nome tamago, que é ovo em japonês, e uotchi, uma variação do idioma para watch (relógio de pulso em inglês). Apesar da boa ideia, foi difícil vender produto para as lojas, em especial comparando ele com video-games e outros brinquedos mais avançados.

O fenômeno Tamagotchi

O primeiro modelo saiu em 23 de novembro de 1996 no Japão, levando meses para chegar em outros países. A recepção, porém, foi sempre a mesma e ele virou um fenômeno absoluto de vendas, tanto pela proposta quanto por ser um produto menos caro que outros presentes.


O bichinho virtual original foi lançado no Brasil por volta de 1997 com representação da Samtoy. Aqui, ele custava R$ 55, o equivalente hoje a quase R$ 300.

Fora o sucesso comercial, ele conseguiu ainda marcar os donos do ponto de vista sentimental: se hoje a gente se preocupa com crianças e adolescentes conversando com chatbots de inteligência artificial, esse foi um dos primeiros casos em que comunidades inteiras passaram a se importar com um companheiro digital — era comum ver crianças chorando pela perda do bichinho virtual.


A necessidade de cuidados realmente causava problemas de indisciplina e até fez com que crianças tivessem dificuldades para estudar, dormir e interagir socialmente. Muitos pais passavam o dia com o Tamagotchi dos filhos até a volta da escola, porque a maioria proibia o uso em sala.

O alvo inicial da Bandai era vender para meninas adolescentes, faixa etária que respondeu melhor nos testes de mercado e sob uma ideia hoje antiquada de que elas responderiam melhor ao cuidado. Só que esse não foi o único público: foram 5 milhões de unidades comercializadas em seis meses no Japão e, em dois anos, isso saltou para 40 milhões ao todo — metade delas no país asiático.

Monstros digitais e o fim do auge

Em 1997, buscando uma versão do Tamagotchi para meninos, a Bandai lança versão paralela do produto chamada de Digital Monsters. Eles também criados pela WiZ focavam em combates e treinamentos entre os personagens.

O brinquedo bombou e virou uma franquia independente: nada menos que Digimon, que logo ganhou um mangá e está presente até hoje em animes e jogos. 


Entretanto, o período de auge estava passando. No fim de 1999, a Bandai sofreu um grande prejuízo por fabricar unidades demais do Tamagotchi sem que as vendas estivessem no mesmo ritmo de antes. 

Foram vários os motivos que explicaram essa mudança: ele não era comprado de forma consecutiva pela grande maioria do público, perdeu espaço com o lançamento de clones (como o chinês Gyaoppis, que veio para o Brasil) e sofria com a concorrência de outros brinquedos, como os bonecos Furby que dominaram os Estados Unidos.

Em mercados internacionais, como foi o caso do Brasil, o Tamagotchi foi mais duradouro. Produtos de fora naturalmente chegavam com atraso por aqui, além de terem um preço mais elevado. Porém, neste ponto, a Bandai reduziu a marcha nos lançamentos e percebeu que tinha que mudar.

As sequências do Tamagotchi original

Ainda em 97, dentro do período de ouro, a Bandai lançou dois novos Tamagotchi: o Osutchi e a Mesutchi, os primeiros que podiam gerar um filho ao encostar um no outro. Já em 98 a novidade foram os Tamagotchi Angel e Ocean, ainda com visuais minimalistas e pouca variedade na aparência.


O ano de 2004 marca o lançamento da primeira grande mudança: a família Connection, que contava com um recurso de comunicação por infravermelho, mini-games e troca de presentes com amigos. Foi também o ano de lançamento do TamaTalk, um conjunto de fórums para fãs de Tamagotchi — um dos vários espaços que foi muito importante pra aproximar colecionadores e entusiastas.


segunda-feira, 20 de outubro de 2025

Claro TV+ integra Netflix, Prime Video, Disney e mais streamings em assinatura! Veja preços

 Na última sexta-feira (17), a Claro TV+ anunciou que está seguindo a tendência atual de mercado ao agrupar vários streamings sob um único plano de assinatura. A partir de agora, a empresa passa a oferecer acesso à Netflix, Globoplay, HBO Max, Apple TV+, Prime Video e Disney+ por planos que começam em R$ R$ 69,90 mensais, no contrato anual.



Segundo a companhia, isso representa uma economia de até 46% em relação ao que é cobrado em separado por esses serviços. E o melhor: quem já assinaturas ativas nas plataformas vai poder migrar suas contas, perfis e preferências sem passar por um processo de configuração complicado.

Claro TV+ Streamings

Disney+ Padrão com Anúncios: R$ 27,99

Amazon Prime Padrão com Anúncios: R$ 19,90

Netflix Padrão com Anúncios: R$ 20,90

HBO Max com Anúncios: R$ 29,90

Apple TV+: R$ 29,90

Total (assinatura individual): R$ 128,59

No plano: R$ 69,90 mensais (no plano anual) ou R$ 79,90 no plano mensal

Box Claro TV+

Mais de 100 canais ao vivo

Globoplay: R$ 22,90

Disney+ Padrão com Anúncios: R$ 27,99

Amazon Prime Padrão com Anúncios: R$ 19,90

Netflix Padrão com Anúncios: R$ 20,90

HBO Max com Anúncios: R$ 29,90

Apple TV+: R$ 29,90

Total: (assinatura individual): R$ 151,49

No plano: A partir de R$ 119,90 mensais

Claro TV+ App

Mais de 100 canais ao vivo

Globoplay: R$ 22,90

Disney+ Padrão com Anúncios: R$ 27,99

Amazon Prime Padrão com Anúncios: R$ 19,90

Netflix Padrão com Anúncios: R$ 20,90

HBO Max com Anúncios: R$ 29,90

Apple TV+: R$ 29,90

Total: (assinatura individual): R$ 151,49

No plano: A partir de R$ 99,90 mensais

“O movimento fortalece a estratégia da operadora em criar um hub híbrido de TV e streaming. Desde então, a Claro vem firmando parcerias e ampliando acordos para democratizar o acesso ao entretenimento, com uma proposta de valor altamente competitiva, atendendo a uma demanda crescente do público”, explicou a empresa em um comunicado à imprensa.

Segundo a Claro, assinantes que já possuem planos ativos da Claro TV+ Box e Claro TV+ App vão poder migrar facilmente para o novo plano que contém as plataformas. Além disso, os clientes vão poder personalizar suas experiências, optando por planos da Netflix que não contém anúncios e trazem maior qualidade de imagem.