segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Criminosos usam IA para criar malware que rouba dados de pagamentos por NFC

 Pesquisadores de segurança cibernética da ESET descobriram cibercriminosos que estão usando malware gerado por IA para interceptar pagamentos feitos por meio de dispositivos habilitados para Near Field Communication (NFC).




O malware é capaz de retransmitir dados sensíveis de cartões – como número, senha e código de segurança, realizar compras online e até mesmo permitir saques em caixas eletrônicos.

Criminosos diversificam frentes de ataque com IA

Esse novo formato de ataque evidencia que os criminosos não estão usando Inteligência Artificial apenas para o óbvio, como o desenvolvimento de ransomware, mas expandindo os horizontes para diversificar as frentes de ataque.


Embora ransomwares baseados em IA, como o PromptLock, já tenham demonstrado como os sistemas podem ser verificados, bloqueados ou ter seus dados destruídos, os criminosos agora estão indo um passo além.

Ao aproveitar a Inteligência Artificial Generativa (GenAI), os hackers estão criando softwares maliciosos projetados especificamente para cometer fraudes financeiras, visando sistemas de pagamento digital dos quais muitas pessoas dependem diariamente.

PromptLock: o primeiro ransomware com IA generativa

Não é incomum que cibercriminosos usem inteligência artificial e a técnica de "vibe coding" para desenvolver ataques digitais mais sofisticados.

O primeiro ransomware conhecido a usar IA generativa, batizado de PromptLock, emprega um modelo de linguagem de código aberto para gerar scripts em tempo real na linguagem Lua, adaptando-se automaticamente a sistemas Windows, Linux ou macOS e decidindo de forma autônoma se deve criptografar ou roubar dados conforme a estratégia mais vantajosa configurada pelos invasores.


Embora ainda seja considerado uma prova de conceito, especialistas alertam que essa combinação de IA com ransomware representa uma tendência perigosa que deve evoluir para ataques ainda mais complexos e difíceis de detectar no futuro próximo.

Como se proteger contra ameaças baseadas em IA

Dado o crescente uso indevido da GenAI, as equipes de resposta a incidentes e segurança cibernética devem começar a tomar medidas proativas para se defender contra essas ameaças em evolução.


As medidas básicas de segurança continuam sendo as defesas mais eficazes. Isso inclui manter os sistemas operacionais e aplicativos totalmente atualizados, garantir que os navegadores tenham as correções de segurança mais recentes, implantar soluções de proteção de endpoint confiáveis e executar varreduras automatizadas do sistema regularmente para detectar atividades suspeitas antecipadamente.


quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Youtuber faz 'boneca russa' e instala um Windows dentro de outro Windows

 O que acontece quando praticamente todas as versões do Windows são instaladas uma dentro da outra? Essa foi a pergunta que motivou um experimento curioso do canal do YouTube 1155 do ET, que decidiu documentar todo o processo em um vídeo publicado em 27 de novembro.



No teste, o criador de conteúdo empilhou nada menos que nove versões do sistema operacional da Microsoft, criando uma espécie de boneca russa digital — ou uma versão tecnológica do filme A Origem. 

O Windows 11 serviu como base, enquanto as máquinas virtuais incluíram o Windows 10, Windows 8, Windows 7, Windows Vista, Windows XP, Windows 2000, Windows 98, Windows 95 e até o clássico Windows 3.1.

Todo esse emaranhado de sistemas operacionais foi executado em um computador relativamente robusto: processador Intel Dual Xeon (dois Xeon 2670 V3), totalizando 24 núcleos e 48 threads, 64 GB de memória RAM em Quad Channel, placa de vídeo Nvidia 8600 GT para saída de vídeo e um SSD SATA de 480 GB. Ainda assim, o armazenamento acabou se tornando um dos principais gargalos do experimento.

O processo de instalação

O primeiro plano foi o mais óbvio: instalar um Windows dentro do outro, começando pelo mais recente e avançando rumo às versões mais antigas. No entanto, o youtuber rapidamente percebeu que esse método tornaria o processo praticamente inviável — afinal, quanto mais profunda a camada, mais lento seria o processo.


A solução encontrada foi a instalação paralela. Todas as versões do Windows foram configuradas separadamente em máquinas virtuais dentro do Windows 11 e, só depois, organizadas na estrutura final esperada. Para isso, o ET utilizou o VMware Workstation, uma das ferramentas de virtualização mais populares do mercado, além de scripts de instalação automática para acelerar o procedimento — ainda que o processo completo tenha consumido bastante tempo.

Com todas as instalações rodando em paralelo, surgiu uma espécie de “competição” para ver qual sistema concluiria primeiro. O Windows 8 surpreendeu ao finalizar mais rapidamente, seguido pelo Windows 10. Já o Windows XP e o Windows 2000, apesar de bem mais leves no papel, levaram consideravelmente mais tempo para concluir suas configurações.


Os gargalos óbvios

Executar uma máquina virtual já exige bastante poder computacional; rodar uma máquina virtual dentro de outra, então, amplifica drasticamente esse custo. As limitações começaram a ficar evidentes a partir do Windows 7, que ocupava a chamada “terceira camada” de virtualização.

Nesse ponto, o experimento escancarou suas consequências: lentidão extrema, uso de CPU ultrapassando 100% e a incapacidade de rodar até programas simples, como o tradicional jogo Paciência. A partir daí, tornou-se inviável executar novas máquinas virtuais, mesmo sistemas antigos que, isoladamente, rodariam sem grandes dificuldades.


O próprio ET reconheceu que o teste tinha grandes chances de falhar, mas reforçou que essa possibilidade fazia parte da proposta. O criador prometeu novos experimentos igualmente inusitados no futuro, o que deve manter a curiosidade de quem se interessa por limites técnicos e experiências pouco convencionais.


sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

YouTube agora “esconde” botão de dislike nos Shorts em novo teste; entenda a mudança

 O YouTube começou a testar uma mudança importante na forma como lida com o feedback negativo dos usuários. A alteração ocorre nos vídeos curtos do Shorts, e agora a plataforma resolveu esconder o botão de dislike, que também pode aparecer como a opção “Não estou interessado” para certos usuários.



Em outras palavras, ficou mais trabalhoso apontar para o YouTube Shorts que você não curtiu um vídeo. Oficialmente, a ideia é deixar a interface da plataforma mais limpa, mas em tempos de navegação acelerada, adicionar um clique a mais para o usuário dar seu feedback pode ser uma mudança confusa e talvez ineficaz.

YouTube quer o feedback dos usuários

Vale notar que o motivo central por trás dessa alteração ocorre porque o YouTube percebeu que as pessoas usam os dois botões para a mesma finalidade. Tanto o dislike quanto o “Não estou interessado” eram utilizados para limpar o feed, e por isso foram unificados como uma única opção nesta atualização mais recente.

No passado, o dislike oferecia um feedback sobre a qualidade ou conteúdo do vídeo. Por outro lado, o “Não estou interessado” era um comando para o algoritmo parar de te mostrar vídeos parecidos.


É importante reiterar que essa mudança é apenas um teste, e aparecerá somente para um grupo de usuários. Isso também não significa que a alteração será permanente, e dependendo do retorno dos usuários, pode ser removida da plataforma no futuro.


sábado, 13 de dezembro de 2025

Brasileiro faz 'gambiarra' e produz antena caseira de 4G

 A improvisação de um morador de Vila Velha, viralizou depois que ele resolveu construir uma antena caseira para não ficar sem sinal 4G. Felipe Fernandes recorreu a arame, um suporte improvisado e alguma engenhosidade para montar o equipamento. A solução, apesar de simples, funcionou imediatamente quando o celular foi encaixado.



O vídeo registrando a criação rapidamente se espalhou pelas redes sociais. A cena chamou atenção pela mistura de criatividade e desespero cotidiano diante da instabilidade do sinal de internet. A antena improvisada ativou o 4G na hora, o que impulsionou ainda mais o alcance do conteúdo.


A repercussão trouxe uma enxurrada de comentários irônicos, reforçando o folclore da chamada “gambiarra brasileira”. Usuários brincaram chamando o autor de “aluno mais fraco do Senai”, sugerindo que ele poderia “sumir de repente” por mexer com sinal, e até comparando sua invenção com tecnologias de ponta, como a Starlink.



sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Como a Netflix vai pagar pela compra da Warner Bros?

 O mercado se agitou nesta sexta-feira (5) com o anúncio da compra da Warner Bros pela Netflix, que custará um total de US$ 82,7 bilhões, o equivalente a R$ 441 bilhões pela cotação do dia. O negócio gerou diversas dúvidas, e uma das principais é sobre como a gigante do streaming vai pagar pela sua mais recente aquisição.



A resposta está em um empréstimo de US$ 59 bilhões, ou R$ 315 bilhões na conversão direta, de acordo com a Bloomberg. Trata-se de um dos maiores financiamentos do tipo realizados até o momento, opção que já foi utilizada em outros grandes negócios, como a compra do Twitter por Elon Musk em 2022.

Bancos financiam a compra da Warner Bros pela Netflix

Segundo a reportagem, a modalidade escolhida pela empresa foi o empréstimo ponte, uma solução de crédito de curto prazo utilizada até que uma opção de longo prazo ou com melhores condições de pagamento seja disponibilizada. Posteriormente, ele pode ser substituído por alternativas como títulos corporativos.

Nesse tipo de financiamento, um banco ou um pequeno grupo de instituições financeiras fornece a quantia inicial necessária para o negócio;

Depois desse primeiro momento, outros bancos se juntam à operação, o que possibilita distribuir o risco entre eles;

Geralmente, isso ocorre quando a aquisição é anunciada publicamente, lembrando que o negócio ainda precisa ser aprovado, o que pode demorar meses;

O empréstimo feito pela Netflix para comprar a Warner Bros foi disponibilizado por um grupo de instituições financeiras que inclui Wells Fargo, BNP Paribas e HSBC.

Ainda de acordo com a reportagem, o maior empréstimo ponte já registrado foi de US$ 75 bilhões, pouco mais de R$ 400 bilhões pela cotação atual. O financiamento em questão foi obtido pela Anheuser-Busch InBev para a compra da SABMiller, em 2015, se tornando a maior cervejaria do mundo.